FMABC: Referência no tratamento da psoríase
No Dia Mundial, o Ambulatório da FMABC, em Santo André, destaca o acompanhamento contínuo e a pesquisa como fatores cruciais para o eficaz tratamento da psoríase
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 29/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
O Dia Mundial da Psoríase, celebrado em 29 de outubro, é uma data crucial para o despertar da consciência pública sobre uma doença inflamatória crônica que atinge milhões de pessoas globalmente. A condição impacta diretamente a qualidade de vida dos pacientes e exige constante atenção médica. O objetivo da data é informar sobre os sinais, sintomas e as variadas opções de tratamento da psoríase, além de combater o preconceito que ainda cerca a enfermidade.
A psoríase é caracterizada como uma doença imunomediada. Sua manifestação ocorre pela aceleração do ciclo de renovação das células da pele, um processo que resulta em lesões avermelhadas e descamativas. Essas lesões surgem geralmente em regiões específicas do corpo, como couro cabeludo, cotovelos, joelhos e área lombar. Embora não seja contagiosa, a condição pode causar significativo desconforto, tanto físico quanto emocional, o que torna indispensável o acompanhamento médico contínuo.
FMABC é referência no tratamento da Psoríase e na pesquisa

No município de Santo André (SP), o Centro Universitário FMABC se consolidou como uma referência nacional no atendimento aos pacientes. O Ambulatório de Psoríase da instituição oferece atendimento gratuito e dispõe de aproximadamente 700 pacientes cadastrados. O serviço inclui orientação detalhada sobre autocuidado e o acompanhamento integral com uma equipe multiprofissional.
Mais do que fornecer assistência clínica, o ambulatório assume um papel importante na pesquisa científica. A unidade participa de estudos clínicos essenciais para a avaliação de novos medicamentos e abordagens terapêuticas. Tais pesquisas são vitais, pois ajudam a expandir o conhecimento sobre a doença e contribuem diretamente para o desenvolvimento de métodos de tratamento da psoríase que sejam cada vez mais eficazes e seguros.
Causas Multifatoriais: O que desencadeia uma crise

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a psoríase afeta aproximadamente 2% da população global. No Brasil, a estimativa é que a doença crônica atinja mais de 5 milhões de pessoas em diferentes graus de intensidade.
Ainda que as causas exatas da condição não sejam totalmente conhecidas, fatores genéticos, imunológicos e ambientais trabalham em conjunto para desencadear ou agravar as crises. Entre os elementos que podem piorar o quadro inflamatório estão:
- Estresse
- Infecções
- Uso de determinados medicamentos
- Clima frio
A dermatologista Luiza Keiko Oyafuso, coordenadora do Ambulatório, destaca a relevância da atenção integral. Ela explica que o acompanhamento multidisciplinar é essencial, pois a doença afeta a qualidade de vida do paciente, podendo gerar problemas como ausências no trabalho devido às crises. O aspecto nutricional também é crucial, já que o sobrepeso, por exemplo, pode agravar o quadro inflamatório.
Tratamentos contínuos e a quebra de mitos sobre a Psoríase

As opções de tratamento da psoríase são variadas e dependem da gravidade e do tipo de lesão apresentada pelo paciente. As terapias podem incluir o uso de pomadas e cremes, sessões de fototerapia, administração de medicamentos sistêmicos e, nos casos mais complexos, o emprego de terapias biológicas. Estas últimas agem diretamente no sistema imunológico, proporcionando maior controle e conforto ao paciente. A definição da melhor abordagem exige o acompanhamento constante de um dermatologista.
A coordenadora Luiza Keiko Oyafuso ressalta que a informação correta é a melhor ferramenta para enfrentar a doença. Ela aponta concepções erradas, como a ideia de que a psoríase é transmissível ou que ela se manifesta apenas após um trauma psicológico. Ela complementa que a condição é uma doença imunomediada inflamatória que requer tratamento contínuo e individualizado.
Andreia Castanheiro Costa, dermatologista da equipe, lembra que, por se tratar de uma doença crônica, o tratamento deve ser mantido ao longo da vida, ajustando-se a frequência das consultas conforme a evolução do paciente. Ela reforça que, apesar dos avanços, o preconceito persiste. “Há uma ideia equivocada de que não existem tratamentos que funcionam. Hoje temos terapias mais eficazes e mais seguras,” diz. A médica também desmente o mito de que a doença afeta apenas pessoas de pele branca, reforçando que ela pode atingir qualquer pessoa em um país multirracial.