Floresta Áurea: Alok usa música e drones para restaurar a Mata Atlântica
Iniciativa une tecnologia, reflorestamento e cultura para recuperar áreas degradadas em São Paulo, com apoio da SOS Mata Atlântica, Instituto Alok e grandes marcas
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 27/05/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A Floresta Áurea – Mata Atlântica começa a ganhar vida com a restauração de quase 12 hectares de áreas degradadas em Anhembi e Barra Bonita, no interior de São Paulo. O projeto ambiental é liderado pela SOS Mata Atlântica em parceria com o Instituto Alok, e tem o apoio do Banco do Brasil, Estrella Galicia, Vivo e Waaw by Alok.
As ações fazem parte do programa Florestas do Futuro, que integra governo, sociedade civil e empresas privadas em prol da recuperação de vegetação nativa. Serão 18.500 mudas plantadas em Áreas de Preservação Permanente (APPs), com foco em biomas hoje ocupados por gramíneas invasoras. A novidade está no uso de drones tanto para o monitoramento das áreas quanto para a semeadura direta, metodologia aplicada de forma experimental em quatro hectares na região da Estação Ecológica do Barreiro Rico, afetada por incêndios nos últimos anos.

“Minha tour traz uma mensagem de urgência planetária. Plantar é cuidar da nossa casa, e quero contribuir para restaurar biomas por onde levo minha música”, declara Alok, DJ e fundador do Instituto que leva seu nome. “Não há nada mais tecnológico do que as árvores”, completa o artista.
Música, ciência e floresta: a nova sinfonia ambiental de Alok
A ação ambiental também carrega um componente simbólico. Os quase 12 hectares de reflorestamento equivalem a 12 campos do Pacaembu, justamente o local onde Alok apresentará seu novo show com participações especiais, como o grupo Urban Theory.
A escolha dos municípios não é aleatória. Segundo Rafael Bitante Fernandes, gerente de restauração florestal da SOS Mata Atlântica, “atuaremos em locais onde a Mata Atlântica praticamente desapareceu. Em Anhembi, restam apenas 0,67% do bioma; em Barra Bonita, 1,26%”. A expectativa é de que o uso de tecnologias como drones possa representar, futuramente, redução de custos e maior escala de restauração ambiental.

O Instituto Alok, criado em 2020, já desenvolve ações socioambientais no Brasil, Índia e África. No Brasil, além da Mata Atlântica, o instituto apoia projetos na Amazônia e na mata de Araucárias, em Santa Catarina.
Já a SOS Mata Atlântica, atuante desde 1986, é uma das principais organizações ambientais do país. Trabalha de forma integrada com temas como água, biodiversidade e clima, monitorando florestas e promovendo políticas públicas para preservação e restauração do bioma, que é responsável pela qualidade de vida de mais de 70% da população brasileira.