Flipei acusa Prefeitura de SP de censura após cancelamento de evento
Organizadores da Flipei afirmam que medida foi motivada por razões políticas; Prefeitura alega viés ideológico na programação
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 03/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A Fundação Theatro Municipal (FTM), vinculada à Prefeitura de São Paulo, rescindiu o contrato que autorizava a realização da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei) na Praça das Artes.
A notificação foi enviada na sexta-feira (1⁰) a apenas cinco dias do início do evento, desrespeitando o prazo mínimo de 15 dias previsto no acordo. No ofício a FTM disse que o evento “possui conteúdo e finalidade de cunho político-ideológico” e, portanto, não poderia acontecer
Acusações de censura política
Em nota, a organização da Flipei acusou a gestão municipal, liderada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), de praticar censura motivada por discordâncias ideológicas. Segundo os organizadores, a programação contava com debates sobre temas como a Palestina e críticas ao governo de Israel, o que teria motivado a decisão.
A equipe anunciou que ingressará com ações judiciais contra a FTM, a Secretaria de Cultura e a Prefeitura.
Mudança de local e manutenção da programação
Mesmo com o cancelamento na Praça das Artes, a Flipei será realizada de 6 a 10 de agosto, mantendo as 40 mesas de debate e a participação de cerca de 200 editoras independentes.
As atividades serão transferidas para locais alternativos, como o Galpão Cultural Elza Soares, o Armazém do Campo (no Instituto Luiz Gama) e o bar Sol y Sombra.
Impacto financeiro e reação do setor cultural
A organização estima que mais de cem trabalhadores e fornecedores foram prejudicados, com aproximadamente R$ 300 mil já investidos em contratos. Entidades do setor, parlamentares e editoras independentes classificaram a medida como um ataque à liberdade de expressão e à produção cultural.