Flipei acusa Prefeitura de SP de censura após cancelamento de evento

Organizadores da Flipei afirmam que medida foi motivada por razões políticas; Prefeitura alega viés ideológico na programação

Crédito: Divulgação

A Fundação Theatro Municipal (FTM), vinculada à Prefeitura de São Paulo, rescindiu o contrato que autorizava a realização da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei) na Praça das Artes.

A notificação foi enviada na sexta-feira (1⁰) a apenas cinco dias do início do evento, desrespeitando o prazo mínimo de 15 dias previsto no acordo. No ofício a FTM disse que o evento “possui conteúdo e finalidade de cunho político-ideológico” e, portanto, não poderia acontecer

Acusações de censura política

Em nota, a organização da Flipei acusou a gestão municipal, liderada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), de praticar censura motivada por discordâncias ideológicas. Segundo os organizadores, a programação contava com debates sobre temas como a Palestina e críticas ao governo de Israel, o que teria motivado a decisão.

A equipe anunciou que ingressará com ações judiciais contra a FTM, a Secretaria de Cultura e a Prefeitura.

Mudança de local e manutenção da programação

Mesmo com o cancelamento na Praça das Artes, a Flipei será realizada de 6 a 10 de agosto, mantendo as 40 mesas de debate e a participação de cerca de 200 editoras independentes.

As atividades serão transferidas para locais alternativos, como o Galpão Cultural Elza Soares, o Armazém do Campo (no Instituto Luiz Gama) e o bar Sol y Sombra.

Impacto financeiro e reação do setor cultural

A organização estima que mais de cem trabalhadores e fornecedores foram prejudicados, com aproximadamente R$ 300 mil já investidos em contratos. Entidades do setor, parlamentares e editoras independentes classificaram a medida como um ataque à liberdade de expressão e à produção cultural.

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  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 03/08/2025
  • Fonte: Sorria!,