Flávio Bolsonaro e Lula disputam o 2º turno das eleições

Flávio Bolsonaro e Lula são os mais votados no 1º turno e decidem a Presidência da República no próximo dia 25 de outubro

Flávio Bolsonaro e Lula disputam o 2º turno das eleições

Crédito: Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado

O primeiro turno das Eleições 2026 terminou com Flávio Bolsonaro e Lula como os dois candidatos mais votados na disputa pela Presidência da República. Com a totalização de 98,69% das seções eleitorais pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro somou 54.869.641 votos válidos 47,48%, enquanto Lula registrou 51.640.533 votos 44,66%.

O segundo turno está marcado para 25 de outubro. A nova votação definirá quem comandará o Poder Executivo federal pelos próximos quatro anos.

No primeiro turno, os votos brancos representaram [PERCENTUAL]% do total, enquanto os nulos corresponderam a [PERCENTUAL]%. A abstenção ficou em [PERCENTUAL]%.

A disputa presidencial manteve a polarização que marcou as últimas eleições nacionais. Ao longo da campanha, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram propostas distintas para áreas como economia, segurança pública, políticas sociais, atuação do Estado e meio ambiente.

Os discursos dos dois candidatos também exploraram diferentes interpretações sobre o momento político do país. Lula apresentou a eleição como uma escolha entre a defesa da democracia e o que classificou como “barbárie”. Flávio Bolsonaro, por sua vez, adotou uma retórica de confronto entre “o Bem e o Mal”.

Lula busca o quarto mandato presidencial

Aos 80 anos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputa sua quarta eleição presidencial vencida e busca permanecer no Palácio do Planalto para um novo mandato.

Lula aprova decreto sobre venda de ingressos em eventos. 7 de Setembro. Flávio Bolsonaro e Lula
Ricardo Stuckert/PR

Lula iniciou sua trajetória política no movimento sindical do ABC paulista. Em 1980, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores e, seis anos depois, foi eleito deputado federal constituinte por São Paulo. Na Assembleia Nacional Constituinte, participou dos trabalhos que resultaram na Constituição Federal de 1988.

A primeira eleição para presidente veio em 2002, quando venceu José Serra (PSDB) no segundo turno. Lula assumiu a Presidência em janeiro de 2003 e foi reeleito em 2006, derrotando Geraldo Alckmin, que anos depois se tornaria seu vice-presidente.

Nos dois primeiros mandatos, o governo teve entre suas principais marcas a expansão de programas de transferência de renda, a política de valorização do salário mínimo, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Minha Casa, Minha Vida e investimentos relacionados à exploração do pré-sal.

Depois de deixar a Presidência em 2010, Lula voltou a disputar o cargo em 2022. Naquele ano, venceu Jair Bolsonaro no segundo turno e assumiu novamente o Palácio do Planalto em janeiro de 2023, tendo Geraldo Alckmin como vice-presidente.

No atual mandato, o governo retomou programas sociais, implementou mudanças na política fiscal e conduziu a reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional. A agenda ambiental também ganhou espaço na política externa brasileira, especialmente na preparação para a COP30, realizada em Belém.

Para 2026, o plano de governo de Lula mantém como eixos a redução das desigualdades, a ampliação das políticas sociais, o fortalecimento dos serviços públicos, a transição ecológica e o desenvolvimento da indústria nacional.

Flávio Bolsonaro chega ao segundo turno

Flávio Bolsonaro (PL) chega ao segundo turno após conquistar [NÚMERO DE VOTOS] votos no primeiro turno.

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio iniciou a carreira política em 2002, quando foi eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro aos 21 anos. Permaneceu na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) por quatro mandatos, entre 2003 e 2019.

Flávio Bolsonaro. Flávio Bolsonaro e Lula
(Divulgação)

Durante o período como deputado estadual, concentrou sua atuação em temas relacionados à segurança pública, defesa das forças policiais e endurecimento das leis penais.

Em 2018, foi eleito senador pelo Rio de Janeiro com mais de 4,3 milhões de votos. No Senado, integrou comissões como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

A candidatura à Presidência foi oficializada pelo Partido Liberal no fim de 2025, com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante a campanha de 2026, Flávio apresentou um programa com propostas de redução do tamanho do Estado, mudanças no sistema tributário, endurecimento da legislação penal, ampliação de políticas de segurança pública e maior participação do setor privado em áreas como infraestrutura e serviços.

Entre as propostas apresentadas estão a redução do número de ministérios, mudanças na estrutura administrativa federal, redução de impostos, medidas contra organizações criminosas e alterações na legislação de segurança pública.

O que acontece agora?

Com o resultado do primeiro turno definido, a disputa pela Presidência entra em uma nova fase. Flávio Bolsonaro e Lula terão até o segundo turno para apresentar novamente suas propostas ao eleitorado e buscar os votos dos candidatos que ficaram fora da disputa.

Presidente Lula -Flávio Bolsonaro - datafolha - Horário eleitoral. Flávio Bolsonaro e Lula
Ricardo Stuckert / PR e Lula Marques/Agência Brasil

A votação será realizada em 25 de outubro. Assim como no primeiro turno, será eleito o candidato que obtiver a maioria dos votos válidos.

Empate no segundo turno

A legislação eleitoral também estabelece um critério para uma situação extrema: um empate exato na quantidade de votos válidos entre os dois candidatos.

O artigo 77, § 5º, da Constituição Federal estabelece que, em caso de empate, será considerado eleito o candidato mais idoso. A mesma regra aparece no artigo 110 do Código Eleitoral.

No cenário atual, esse critério favoreceria Lula, que nasceu em 27 de outubro de 1945, enquanto Flávio Bolsonaro nasceu em 30 de abril de 1981.

Um empate absoluto em uma eleição presidencial seria uma situação inédita no país. A regra, entretanto, já integra a legislação eleitoral brasileira e não depende de uma decisão posterior do TSE para ser aplicada.

Daniela Ferreira

  • Publicado: 04/10/2026 21:07
  • Alterado: 04/10/2026 21:18
  • Autor: Daniela Ferreira