Flávio Bolsonaro ataca Lula e diz que pai vai subir a rampa em 2027
O pré-candidato usou evento na Avenida Paulista para prometer o retorno do ex-presidente, criticar o governo atual e mirar o STF.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 01/03/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro SABESP FREI CANECA
A corrida presidencial para outubro já começou, Flávio Bolsonaro oficializou seu palanque na Avenida Paulista neste domingo (1º) com um discurso de forte oposição. Vestindo colete à prova de balas e cercado por robusto esquema de segurança, o senador delineou suas estratégias. O principal foco foi garantir a volta de Jair Bolsonaro ao poder central em janeiro de 2027.
Flávio Bolsonaro mira STF e busca eleitorado feminino
O plano de Flávio Bolsonaro envolve mudanças diretas na composição do Supremo Tribunal Federal. O pré-candidato do PL prometeu apoiar processos de impeachment contra ministros da Corte que descumpram a lei. A ressalva feita por ele indica que essa movimentação dependerá estritamente da eleição de um novo Senado alinhado à direita.
Pesquisas internas mostram resistência ao seu nome entre mulheres e eleitores de baixa renda. Para reverter o cenário, Flávio Bolsonaro focou seu pronunciamento na pauta de assistência social. Ele relembrou a ampliação do Bolsa Família para R$ 600 e a sanção de legislações de proteção à mulher durante o mandato anterior.
“Sou pai de duas princesinhas que são a razão do meu viver, e eu imagino a dor dessas famílias, que tem uma mulher agredida ou assassinada por um covarde, e a gente não vai mais tolerar isso nesse País.”
Anistia do 8 de Janeiro e alianças estratégicas
A derrubada do veto presidencial aos presos pelos atos de 8 de janeiro permanece como prioridade legislativa. A expectativa da oposição é libertar praticamente todos os envolvidos. No entanto, Flávio Bolsonaro destacou que seu pai continuará detido na Papudinha. A narrativa reforça a ideia de um sacrifício pessoal para beneficiar os demais apoiadores. A aprovação do PL da Dosimetria pode alterar esse cenário penal futuramente.
Os eixos centrais da campanha apresentados incluem:
- Enfrentamento jurídico: Pressão por impeachment de magistrados da Suprema Corte.
- Pautas econômicas: Defesa e manutenção de programas de transferência de renda.
- Anistia política: Ações legislativas para libertar os presos políticos recentes.
O evento na capital paulista também serviu para consolidar pontes dentro da base conservadora. O senador dividiu o trio elétrico com o governador Ronaldo Caiado e elogiou publicamente o deputado federal Nikolas Ferreira. Essa sinalização ocorre logo após recentes atritos familiares envolvendo Eduardo Bolsonaro e cobranças de engajamento direcionadas à ex-primeira-dama Michelle.
O embate direto com o governo petista
A retórica mais agressiva foi direcionada ao atual presidente da República e seus familiares. O pré-candidato estabeleceu um contraponto moral ao citar as investigações da Polícia Federal. O caso envolve o empresário conhecido como Careca do INSS e repasses suspeitos que atingem pessoas próximas a Lulinha.
“Eu aprendi honestidade em casa, eu sou filho de Bolsonaro, não sou filho do Lula, porque se fosse filho do Lula, eu agora ia estar sendo acusado de receber mensalão de R$ 300 mil de roubo dos aposentados do INSS.”
A base oposicionista aproveita o escândalo financeiro do banco Master, liquidado pelo Banco Central no final de 2025, para desgastar o governo. Documentos recentes apontam contratos milionários cruzando parentes de ministros do STF e fundos do banco. Esse cenário alimenta o discurso anticorrupção adotado por Flávio Bolsonaro em sua trajetória até a eleição.