Flávio Bolsonaro anuncia Alfredo Gaspar como vice
Decisão sela chapa pura do Partido Liberal após tentativas frustradas de atrair alianças femininas para a disputa ao Palácio do Planalto.
- Publicado: 05/08/2026 11:26
- Alterado: 05/08/2026 14:58
- Autor: Thiago Antunes
O candidato à presidência Flávio Bolsonaro oficializou o nome de Alfredo Gaspar como seu vice na corrida pelo Palácio do Planalto. O anúncio ocorreu na manhã desta quarta-feira (5), na sede do Partido Liberal, em Brasília.
A escolha do ex-promotor de justiça, advogado e político alagoano encerra meses de articulações. O nome de centro-direita chega para compor uma chapa pura, motivada pela recusa de legendas aliadas em participar formalmente da disputa.
Quem é Alfredo Gaspar

Gaspar exerce mandato na Câmara dos Deputados por Alagoas. O político construiu carreira como promotor de Justiça, ocupando os cargos de procurador-geral de Justiça e secretário de Segurança Pública do estado nordestino.
Eleito para a Câmara em 2022, o advogado ganhou projeção nacional ao atuar como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS. O parlamentar integra atualmente a oposição ao governo federal no Congresso.
A aliança com Flávio Bolsonaro ganhou força quando o ex-promotor assumiu o comando da sigla alagoana em 2026. O movimento consolidou sua posição junto ao núcleo conservador da legenda.
No discurso em que anunciou Alfredo Gaspar como vice da chapa, Flávio Bolsonaro destacou a trajetória do deputado federal na área de segurança pública e sua atuação política no Nordeste.
“Pela sua história em frente à segurança pública. Alguém que já foi promotor de Justiça, chefe do Ministério Público do seu estado. Alguém que enfrentou e defendeu os nossos aposentados na CPMI do INSS, alguém que pediu a prisão do Lulinha, porque tinha culpa no cartório. E alguém que representa o Nordeste de fato””, anunciou Flávio durante anuncio em coletiva de imprensa.
Busca frustrada de Flávio Bolsonaro por apoio feminino
O filho do ex-presidente tentou inicialmente emplacar uma mulher na vice-presidência. A estratégia mirava diminuir a resistência histórica do eleitorado feminino. A economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, liderou a lista de preferências da campanha.
As negociações esbarraram na posição do Republicanos, que preferiu manter distância da corrida presidencial e inviabilizou a indicação. A senadora e ex-ministra Tereza Cristina também recebeu sondagens da cúpula, mas a federação União Brasil-PP barrou qualquer apoio institucional.
Sem saída em outras legendas, Flávio Bolsonaro avaliou quadros internos do próprio partido. Nomes como a deputada federal Júlia Zanatta, apoiada por Eduardo Bolsonaro, e a vereadora cearense Priscila Costa ganharam força nos bastidores durante o último mês.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro chegou a protagonizar uma disputa direta de poder com o enteado em julho, enfraquecendo a possibilidade de compor a chapa. A deputada Bia Kicis figurou na lista de apostas, mas preferiu focar seus esforços no lançamento de sua candidatura ao Senado.
Prazos apertados para o registro no Tribunal Superior Eleitoral
O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha, funcionou como última alternativa interna antes da definição do ex-promotor. A urgência da decisão foi ditada pelo calendário eleitoral oficial.
Os partidos precisam formalizar suas chapas no Tribunal Superior Eleitoral obedecendo o prazo limite de 15 de agosto.
As equipes preparam agora a estrutura para a disputa do primeiro turno agendado para 4 de outubro. A confirmação do advogado consolida o formato definitivo da campanha sob a liderança exclusiva de Flávio Bolsonaro.