Flamengo encerra contrato de Isaquias Queiroz
Gestão Bap define fim da canoagem e do remo paralímpico, dispensando campeão olímpico Isaquias Queiroz por nova estratégia.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 05/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O Flamengo surpreendeu o cenário esportivo nacional ao anunciar, nesta semana, o encerramento imediato de suas atividades profissionais na canoagem. A decisão drástica, conduzida pelo presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap), resulta no desligamento do ídolo e campeão olímpico Isaquias Queiroz, encerrando um ciclo vitorioso de parcerias no esporte olímpico.
Em comunicado oficial, a instituição esclareceu que a medida reflete uma nova diretriz estratégica. O objetivo declarado é alinhar a “excelência competitiva” ao investimento na formação de talentos dentro das estruturas físicas do clube. Segundo a atual gestão, o modelo vigente na canoagem tornou-se insustentável para os padrões exigidos pelo Flamengo.
Por que o Flamengo mudou sua estratégia olímpica
A principal justificativa para as dispensas baseia-se na logística dos atletas de alto rendimento. A diretoria ressaltou que a distância geográfica dificulta a consolidação de um trabalho estruturado, visto que os deportistas não residem e nem treinam no Rio de Janeiro.
Para o Flamengo, essa ausência física impede a integração necessária com as categorias de base localizadas na capital fluminense. O clube busca centralizar o desenvolvimento de atletas em suas próprias instalações, abandonando o modelo de patrocínio a atletas que treinam remotamente.
A lista de desligamentos na canoagem inclui, além de Isaquias:
- Gabriel Assunção;
- Mateus dos Santos;
- Valdenice do Nascimento.
Corte no remo paralímpico e polêmica financeira
A reestruturação promovida pelo Flamengo não se limitou à canoagem. O clube também decidiu encerrar suas atividades no remo paralímpico, extinguindo a única frente de esportes adaptados mantida pela instituição até o momento.
Foram dispensados os atletas Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcelos e Valdenir Junior. A medida gerou debates entre torcedores e especialistas devido ao baixo impacto financeiro da modalidade nas contas do clube.
Estimativas apontam que o custo mensal para manter o remo paralímpico girava em torno de R$ 10 mil. O valor é considerado insignificante quando comparado ao faturamento bilionário anual do rubro-negro, levantando questionamentos sobre o real motivo do corte, já que a economia gerada é mínima para o orçamento do Flamengo.