Final de ano promete gerar 105 mil vagas temporárias no país
Pesquisa indica preenchimento de 32 mil vagas por jovens no primeiro emprego. Possibilidade de efetivação é de seis mil trabalhadores
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 15/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
A proximidade do final do ano representa oportunidade de emprego e renda para milhares de brasileiros, pois é quando a indústria e o comércio precisam reforçar o quadro de funcionários para atender ao aumento da demanda por produtos e serviços, incentivado pelo pagamento do 13º salário aos trabalhadores. Até o final do ano, devem ser contratados 105 mil temporários em todo Brasil, uma retração de 35% na comparação com 2014, de acordo com a pesquisa da Federação Nacional dos Sindicatos das Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado (Fenaserhtt) e do Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão de Obra e de Trabalho Temporário no Estado de São Paulo (Sindeprestem), desenvolvida pelo Centro Nacional de Modernização Empresarial (Cenam). A expectativa é que 32 mil contratados sejam jovens em situação de primeiro emprego.
Para Vander Morales, presidente da Fenaserhtt e do Sindeprestem, as contratações serão pautadas por necessidades pontuais, ou seja, primeiro as empresas avaliam a real necessidade de expandir temporariamente a quantidade de funcionários para depois contratar. “O trabalho temporário é fundamental para a economia, sobretudo em tempos de crise econômica, porque encurta e facilita o encontro entre candidatos e vagas. O contingente de desempregados no Brasil não para de crescer. Ao mesmo tempo, oportunidades são negadas aos jovens que, sem experiência, enfrentam dificuldades para participar do mercado de trabalho.”
A maior parte dos contratos firmados nesta época do ano possivelmente deve durar entre 61 e 90 dias, segundo 48% das empresas pesquisadas. De todos os temporários selecionados, 70% serão treinados pelas contratantes.
No geral, os temporários neste período têm entre 22 e 35 anos (72%) por se tratar de uma época do ano com intensa movimentação, que exige mais esforço e dedicação. Em relação ao nível de escolaridade dos temporários, espera-se que 61% dos contratados tenham ensino médio completo; 18% com ensino técnico; 16% com nível universitário e 5% apenas com primeiro grau.
EFETIVAÇÃO
O cenário econômico instável, com retração de 0,76% – terceiro mês consecutivo de queda, segundo o Banco Central –, desvalorização do Real e aumento da taxa de juros e da inflação, tem resultado no aumento do desemprego. As empresas estão receosas com os rumos da economia e por isso evitam contratar até que haja certa estabilidade. Mas, apesar da crise, ainda existem aquelas que precisam recompor o quadro de funcionários. Por isso, a expectativa é de que quase seis mil temporários sejam efetivados pelas contratantes após o término do contrato.
Maria Olinda Maran Longuini, diretora de comunicação do Sindeprestem, recomenda que o trabalho temporário seja visto como uma oportunidade para mostrar ao empregador habilidades profissionais e qualidades pessoais. “É a chance do temporário se destacar no ambiente de trabalho, demonstrando potencial para vir a se tornar um funcionário efetivo”, explica a diretora.
COMÉRCIO E INDÚSTRIA
A indústria e o comércio são os principais contratantes do trabalho temporário no final do ano. Diferente do que ocorreu nos anos anteriores, em 2015 a indústria responderá por 67% (cerca de 70 mil) das contratações e o comércio 33% (próximo de 34 mil). Somente o comércio do Estado de São Paulo será responsável por admitir mais de 17 mil trabalhadores temporários até o final do ano.
“O setor industrial, acometido pelos efeitos da crise econômica, reduziu ao máximo o quadro de funcionários efetivos para conseguir se manter em atividade. Agora, para atender as demandas de final de ano, precisa recompor a força de trabalho e para isso contrata temporários”, comenta Vander Morales.
QUADRO COMPARATIVO
|
ANO |
CONTRATAÇÕES |
VARIAÇÃO (%) |
EFETIVAÇÃO (%) |
1º EMPREGO (%) |
|
2006 |
90.000 |
—- |
30 |
— |
|
2007 |
105.000 |
16,5 |
34 |
— |
|
2008 |
115.000 |
9,5 |
28 |
26 |
|
2009 |
125.000 |
8,5 |
25 |
28 |
|
2010 |
140.000 |
12,0 |
28 |
30 |
|
2011 |
147.000 |
5,0 |
15 |
25 |
|
2012 |
157.000 |
7,0 |
15 |
20 |
|
2013 |
160.000 |
2,0 |
12 |
20 |
|
2014 |
163.600 |
1,0 |
5 |
15 |
|
2015 (Previsão) |
105.000 |
-35% |
5 |
30 |
INDÚSTRIA (67% das vagas temporárias)
CARGOS MAIS SOLICITADOS: operacional (39%); administrativa (24%); comercial (20%); técnica (17%)
PRINCIPAIS REQUISITOS: experiência anterior (38%); dinamisco (32%); facilidade para trabalhar em grupo (25%); outros – comprometimento, motivação, entusiasmo – (5%)
BENEFÍCIOS DESTACADOS PELAS EMPRESAS CONTRATANTES: vale-refeição (51%); vale-alimentação (26%); seguro de vida (22%) e outros – convênio médico, vale-transporte (1%)
COMÉRCIO (33% das vagas temporárias)
CARGOS MAIS SOLICITADOS: vendedor (48%); repositor (25%); fiscais de loja (22%); promotor de vendas (4%); crediário (1%).
PRINCIPAIS REQUISITOS: facilidade em lidar com o público (35%); experiência anterior (34%); dinamismo (31%).