Fim da escala 6x1 é aprovada em 1º turno no Senado

Aprovação do texto-base consolida vitória política governista a poucos dias das urnas e garante transição para a jornada semanal de 40 horas

Fim da escala 6x1 é aprovada em 1º turno no Senado

Crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O fim da escala 6×1 passou no Senado nesta quarta-feira (14). Os parlamentares aprovaram o texto-base da proposta de emenda à Constituição em primeiro turno, garantindo uma vitória expressiva para o governo Luiz Inácio Lula da Silva a apenas 11 dias das eleições presidenciais.

Foram 75 votos favoráveis e apenas um contrário. O senador Hamilton Mourão representou a única resistência no plenário. O trâmite original exigia prazos longos, mas a base aliada articulou um calendário especial para acelerar a decisão antes do pleito.

Como funciona o fim da escala 6×1 na prática

Fim da escala 6x1 é aprovada em 1º turno no Senado
(Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

A medida extingue a rígida jornada de 44 horas semanais. O novo limite cai para 40 horas e exige a concessão de duas folgas por semana, sendo uma preferencialmente aos domingos.

A remuneração dos trabalhadores permanece intacta. O relator Omar Aziz manteve o texto aprovado na Câmara dos Deputados e ignorou as emendas de última hora apresentadas pelos adversários políticos.

Regras para categorias específicas

O debate sobre regimes especiais continua aberto. O texto prevê uma transição gradual para aliviar o impacto imediato no setor produtivo. Profissionais de plataformas digitais, telemarketing e do setor aéreo aguardam regulamentação própria para evitar insegurança jurídica.

“Neste momento, milhões de trabalhadoras e trabalhadores acompanham esta sessão com esperança. São pessoas que conhecem o valor de um dia a mais de descanso.” – Davi Alcolumbre, presidente do Senado.

O impacto do fim da escala 6×1 nas eleições

A oposição tentou travar a votação para evitar o desgaste nas urnas. A estratégia ruiu rapidamente. O candidato Flávio Bolsonaro, que disputa o segundo turno, recuou da postura contrária e declarou voto favorável na véspera da sessão.

A pressão popular determinou essa mudança de rota. Pesquisas recentes indicam que 71% dos brasileiros apoiam a alteração, forçando a direita a abandonar o boicote de forma abrupta.

Reações e articulações econômicas

A base governista capitaliza a conquista na reta final da campanha. Lula explora a pauta nos blocos de propaganda eleitoral na TV para consolidar o apoio do eleitorado de baixa renda.

O Partido Liberal (PL) busca saídas corporativas. Os líderes do partido defendem compensações diretas aos empresários:

  • Desoneração da folha: Medida fiscal exigida para frear possíveis demissões em massa.
  • Regime por hora: Alternativa de flexibilização defendida por aliados bolsonaristas.
  • Mitigação de custos: Criação de subsídios para reequilibrar o caixa das pequenas empresas.

O debate no plenário resgatou lutas históricas por direitos no Brasil. O senador Paulo Paim comparou a nova jornada de descanso ao movimento abolicionista. O fim da escala 6×1 reformula as bases do mercado de trabalho brasileiro e redefine de forma agressiva as forças políticas na semana mais decisiva para o país.

Leonardo Nogueira

  • Publicado: 14/10/2026 22:15
  • Alterado: 14/10/2026 22:31
  • Autor: Leonardo Nogueira