Fevereiro é ‘;tudo ou tudo’ pela aprovação da reforma da Previdência

Se a Previdência não for aprovada em fevereiro, faremos administração de danos, diz Carlos Marun. Ministro destaca que a discussão do tema não passará de fevereiro

Crédito: Agência Câmara

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que é “tudo ou tudo” pela aprovação da reforma da Previdência em fevereiro. Em rápida entrevista após participar de um café da manhã na Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), Marun afirmou que a sua meta do dia nesta terça-feira, 6, é conquistar oito votos a favor da Proposta de Emenda à Constitucional (PEC), o que ele não acha pouco. Ele reafirmou a defesa da aprovação da reforma da Previdência, mas fez questão de destacar que o governo não vai deixar a discussão do tema passar de fevereiro. Para ele, esse é um direito do governo.

Apesar do ceticismo em torno da aprovação da reforma, ele procurou manifestar confiança. “Falta pouco tempo até a data de votação entre 19 e 20 de fevereiro, mas falta pouco voto”, disse ele.

O ministro voltou a dizer que faltam cerca de 40 a 50 votos e que só há plano “A” quando o assunto é reforma da Previdência.

Durante a palestra, no entanto, ele destacou que, se a PEC não for aprovada, o governo passará para uma “política de administração de danos”. Questionado depois quais seriam as prioridades sem a aprovação da reforma, ele respondeu: “Só vamos discutir em março.”

O ministro, que é deputado federal licenciado pelo MDB, disse que a proposta de reforma terá o seu voto: “Faço questão de ir lá votar.”

Marun criticou os governadores que, “de dia criticam a reforma e à noite rezam por ela”. Ele mencionou dois Estados governados pelo PT em que o déficit previdenciário é elevado: Minas Gerais, com R$ 16 bilhões em 2017, e Piauí, com R$ 1 bilhão no ano passado.

O ministro também criticou os parlamentares que dizem que a reforma é necessária, mas que não há clima para a sua aprovação. “Preferem passar por covardes do que burros”. Com ironia, disse que era melhor então “chamar a moça do tempo”.

Marun reconheceu que não há votos para a aprovação da reforma e fez um apelo para que aqueles que são favoráveis briguem por ela. “Nossa torcida precisa entrar em campo”, disse. “Votar contra a reforma também tira voto”, alertou.

O ministro avaliou que Michel Temer é o maior presidente da história do Brasil “por hora de mandato” e que, mesmo diante de uma barragem de notícias mentirosas, tem se mantido duro como uma rocha. “Por muito menos, Getúlio Vargas se deu um tiro”.

Marun ainda atacou o Judiciário. “Será que esse ativismo político de juízes não começa a tirar a credibilidade do Judiciário? Ele chegou a citar a condenação do ex-presidente Lula, que, mesmo punido com pena de 12 anos de prisão, é líder nas pesquisas eleitorais. “Será que são só os políticos que estão sem credibilidade?”. Marun também usou decisão judicial recente que impediu um navio com cerca de 25 mil cabeças de gado de deixar o Porto de Santos rumo à Turquia. Para ele, é o tipo de decisão de quem não conhece do assunto.

O ministro de Governo também voltou a defender a nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho e recebeu apoio da presidência da Abrig.

PAIXÃO
Com autoestima nitidamente elevada, o ministro disse que é apaixonado por ele como político. “Votaria em mim”, disse ele.
Marun, ponderou, no entanto que não será candidato nas próximas eleições. Segundo ele, esse é um compromisso que assumiu com o presidente Michel Temer.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 06/02/2018
  • Fonte: FERVER