Festival É Tudo Verdade anuncia vencedores da 31ª edição
Vencedores do Troféu É Tudo Verdade 2026 tornam-se elegíveis ao Oscar; festivais em SP e Rio exibem premiados neste domingo
- Publicado: 19/04/2026 11:01
- Alterado: 19/04/2026 11:01
- Autor: Daniela Ferreira
- Fonte: Assessoria
O cenário do documentário mundial celebrou, no último sábado (18), a consagração de obras que unem estética apurada e forte teor político na 31ª edição do É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários.
Reconhecido pela Academia de Hollywood como festival classificatório para o Oscar, o evento premiou produções que agora se tornam elegíveis para a maior premiação do cinema mundial. O grande destaque internacional foi “Um Filme de Medo”, do diretor brasileiro Sergio Oksman, enquanto na competição nacional, a cineasta Alice Riff venceu com “Sagrado”, um mergulho no cotidiano de uma escola pública de Diadema.
Vencedores e destaques internacionais

O júri internacional escolheu o longa de Oksman por sua sensível abordagem da distância entre pai e filho, ambientada em um hotel em Lisboa. Já na categoria de curtas, o premiado foi o italiano “Sonhos de Apagão”, que explora a crise energética em Cuba. O festival também concedeu menções honrosas a obras que discutem poder e intimidade política, como o líbio “Meu Pai e Gaddafi”.
“Nesse gesto, simples apenas na aparência, o filme se afirma como uma obra de rara integridade, em que elaboração estética e potência política são indissociáveis”, destacou o júri sobre a obra de Alice Riff.
Força do documentário brasileiro
A produção nacional demonstrou vitalidade com premiados que vão da observação rigorosa de “Sagrado” à irreverência de “Os Arcos Dourados de Olinda”, de Douglas Henrique, eleito o melhor curta brasileiro. O festival também homenageou a trajetória de Baby do Brasil em “Apopcalipse Segundo Baby”, que recebeu menção honrosa e prêmios de pesquisa e montagem.
- Melhor Longa Internacional: “Um Filme de Medo” (Sergio Oksman) – R$ 12 mil.
- Melhor Longa Brasileiro: “Sagrado” (Alice Riff) – R$ 20 mil.
- Melhor Curta Brasileiro: “Os Arcos Dourados de Olinda” (Douglas Henrique) – R$ 6 mil.
- Homenageada do Ano: Vivian Ostrovsky, cineasta pioneira do cinema experimental.
Sessões de encerramento e streaming

Para o público que deseja conferir os vencedores, sessões gratuitas ocorrem neste domingo (19) na Cinemateca Brasileira (São Paulo) e na Estação Net Rio (Rio de Janeiro). Além das exibições presenciais, o Itaú Cultural Play disponibilizará 10 curtas selecionados desta edição para streaming gratuito entre 20 de abril e 5 de maio.
A 31ª edição do É Tudo Verdade reafirma o papel do Brasil como hub essencial para o gênero documental, apresentando 75 filmes de 25 países e celebrando o cinema como uma ferramenta de memória, resistência e invenção.