Festival Cidade da Cultura movimenta julho com arte por toda São Paulo
Evento conecta 13 países e mais de 150 espaços culturais com programação gratuita e descentralizada
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 30/06/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
Durante todo o mês de julho, São Paulo será tomada por uma verdadeira revolução artística. O Festival Cidade da Cultura desembarca na capital paulista entre os dias 1º e 30, conectando 13 países e mais de 150 espaços culturais, em um evento gratuito que promete integrar arte, diversidade e inovação em um único movimento urbano.
“Não é apenas mais um festival. É um movimento de intercâmbio internacional que coloca São Paulo no centro do mundo artístico”, destaca Marcelo Soller, idealizador e produtor do projeto.
Inspirado no modelo descentralizado do Fringe Festival de Edimburgo, o evento brasileiro promove uma programação compartilhada entre casas de shows, livrarias, galerias, institutos culturais e espaços independentes, valorizando o que já pulsa na cidade.
“A proposta é viver a arte circulando, descobrindo, conhecendo. Queremos que as pessoas experimentem a cidade por meio da cultura”, reforça Soller.
De São Paulo para o mundo: conexões internacionais

O festival cidade da cultura é também uma vitrine para artistas estrangeiros e uma ponte para o intercâmbio cultural. Países como Austrália, Espanha, Colômbia, Finlândia e Peru estão presentes com performances, exposições e oficinas.
Um dos destaques é a parceria com o Instituto Cervantes, que promove a masterclass do artista espanhol Alex Pachón, explorando a interseção entre cinema expandido, dança contemporânea e novas mídias. Já a ilustradora peruana Issa Watanabe inaugura sua exposição no dia 3, com apoio do Consulado do Peru.
A artista colombiana Julieth Morales, do povo Misak, também participa com performances que misturam arte ritual e ativismo feminino indígena. “Minha arte é testemunho, é memória coletiva, é resistência”, afirma.
Da Austrália, o coletivo House of Oz estreia no Brasil com o espetáculo acrobático Ten Thousand Hours, a coreografia imersiva Triptych e a instalação gigante Golden Monkey, uma escultura de 14 metros feita pela artista Lisa Roet.
“Esse macaco está ali para provocar: o que ele faz no meio dos prédios? Ele é frágil, está perdido, busca seu habitat. É uma metáfora sobre o impacto da urbanização na biodiversidade”, explica Lisa.
Cidade da cultura: arte para todos os gostos e em todos os cantos
Com 35 galerias, 25 livrarias e 30 casas de shows envolvidas, a programação do Festival Cidade da Cultura é vasta e diversa. O festival cidade da cultura abriga eventos simultâneos como:
Arena da Palavra: circuito literário com lançamentos, debates e o tradicional Autolivreiro, onde escritores compartilham suas referências;
Arte em Circuito: visitas guiadas e vans gratuitas que levam o público a exposições em diferentes bairros;
Dia Brasil: circuito musical em casas icônicas de jazz e MPB, encerrando com o Sambão das Pretas;
Comediando: estreia do circuito de stand-up com sessões em clubes como o Palhaçaria e Minhoca Club;
Círculo Biju: mostra de cinema internacional com filmes gratuitos em sessões especiais;
Festival Verbo: performances contemporâneas na Galeria Vermelho, com abertura conjunta dos dois festivais.
A programação é organizada por regiões: Barra Funda, Minhocão, Pinheiros, Vila Madalena, Avenida Paulista e Centro. “A gente quer valorizar o que já acontece. Esse festival é sobre dar luz a quem vive da arte na cidade”, reforça Soller.
Acessibilidade, tecnologia e futuro
Com apoio do Ministério da Cultura, Governo do Estado, Itaú e Congás, o festival cidade da cultura aposta em tecnologia para aproximar o público. Um aplicativo com geolocalização permitirá que o visitante encontre eventos próximos em tempo real. Também será possível montar roteiros personalizados por bairro ou tipo de atividade.
A expectativa da organização do Festival Cidade da Cultura é atingir dezenas de milhares de pessoas ao longo do mês. “Julho não é mês de férias para São Paulo. É um mês em que a cidade ferve culturalmente, e queremos que o público aproveite ao máximo essa potência”, diz Soller.
Um passo adiante: São Paulo no mapa mundial da cultura
Mais do que ocupar espaços, o Festival Cidade da Cultura nasce com o propósito de integrar agentes culturais, conectar públicos e transformar a relação dos paulistanos com sua cidade. Inspirado em um modelo internacional, mas com DNA 100% paulistano, o evento dá visibilidade a pequenos coletivos, artistas independentes e circuitos alternativos.
“A cidade é gigante, mas muitas vezes as pessoas não sabem o que acontece do outro lado do bairro. O festival aproxima essas realidades. É uma celebração de quem faz arte com a porta aberta para a rua”, resume Marcelo.