Festa Julina de Diadema celebra quase 30 anos com tradição, comida típica e quadrilha animada

Realizada nos dias 11, 12, 13 e 18, 19, 20 de julho, a tradicional festa julina de Diadema promete reunir centenas de pessoas em clima de alegria com quadrilha e barracas

Crédito: Acervo pessoal / Sérgio

A Festa Julina do bairro Centro, em Diadema, chega a mais uma edição mantendo viva uma tradição que já dura quase três décadas. Organizada por moradores da região, o evento acontece nos dias 11, 12, 13 e 18, 19, 20 de julho, na Rua Estados Unidos, s/n, e promete reunir entre 500 a 700 pessoas por dia, com shows, comidas típicas, brinquedos, quadrilhas e muita diversão para toda a família.

Segundo o idealizador Sérgio, o evento teve início em 1996, quando ele foi convidado por uma amiga para ajudar na quadrilha. Desde 1997, ele está à frente da organização:

“É como se fosse uma vacina que eu tomei naquele momento. Desde então, sou eu que faço. Isso já virou uma tradição aqui no bairro. A gente é uma das únicas festas aqui em Diadema que tem quadrilha com esse formato”, conta Sérgio.

Programação da festa julina diversificada e shows gratuitos

A festa julina conta com duas atrações musicais confirmadas: o forró de Osmar Santos & Ousadia, no dia 12, e Cassiano Predador, no dia 19. Além disso, a tradicional Quadrilha se apresenta nos dois domingos do evento, 13 e 20 de julho, com duas versões: uma tradicional e outra “transversa”, onde os papéis dos trajes são invertidos, com homens vestidos de mulheres e vice-versa, arrancando risos e aplausos do público.

“A última quadrilha, com os homens vestidos de mulher e as mulheres de homem, é a que mais chama atenção. O público adora”, revela Sérgio.

Estrutura completa com 15 barracas e espaço para crianças

A estrutura da festa julina cresceu ao longo dos anos. Se no início havia apenas quatro barracas, hoje a festa conta com 15, todas montadas por moradores do bairro.

Entre as opções, o público encontrará bolos de milho, tapioca, caldos, lanche de pernil, bolos de pote, quentão, vinho quente, além de bebidas como cerveja e batidas. Há também barracas de algodão doce, brinquedos e até uma barraca de narguilé, instalada em área separada por conta da fumaça.

“Não é um dia para ficar rico, mas é um ganho extra. E todo o custo da festa é dividido entre os barraqueiros, que ajudam a bancar som, decoração, atrações e equipamentos”, explica o organizador.

Para a criançada, a diversão está garantida com brinquedos infláveis como pula-pula. A entrada é gratuita, e o convite é estendido a famílias de toda a região.

Quadrilha aberta ao público e espírito comunitário

Festa Julina
Acervo pessoal

A Quadrilha, carro-chefe da festa julina, é formada por 14 pares atualmente. Qualquer pessoa acima de 14 anos pode participar dos ensaios, que acontecem de quatro a seis vezes antes do evento.

“É um grupo aberto. Eu costumo divulgar nas minhas redes e aceito qualquer pessoa que queira participar da brincadeira. A nossa noiva, por exemplo, vai até o público convidar as pessoas para dançar com a gente”, destaca Sérgio.

Essa abertura e o clima acolhedor são marcas da festa, que atrai visitantes não apenas de Diadema, mas também de cidades vizinhas como São Bernardo, Santo André, Mauá e até da capital, como o Jabaquara.

Um sonho mantido com esforço e amor

Mesmo com a popularidade e o impacto social da festa julina, Sérgio conta que a prefeitura de Diadema não oferece apoio logístico ao evento: “Infelizmente, eles não ajudam com nada. Nem palco, nem banheiros químicos, nem barracas. Tudo vem da nossa força de vontade”, lamenta.

Ainda assim, ele segue à frente da festa com orgulho:

“Minha mãe sempre esteve comigo nisso. Quando ela faleceu, pensei em parar, mas é como se ela dissesse: continue. Hoje, faço por amor, voluntariamente. Meu sonho é ver Diadema com um concurso de quadrilhas, como acontece no Nordeste.”

Convite aberto para celebrar a cultura popular

Mais do que uma festa, a quermesse de Diadema é um ato de resistência cultural e celebração coletiva. Sérgio deixa o convite a todos que queiram conhecer o evento:

“É um convite para prestigiar o nosso trabalho. É uma cultura linda que não pode morrer. Faço isso porque amo. Pode vir brincar com a gente. O espaço está aberto para todos”, convida.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 06/07/2025
  • Fonte: Sorria!,