Feriados de 2026 exigem planejamento de bares e restaurantes
Sehal alerta setor sobre gestão de escalas e custos para os 10 feriados nacionais previstos.
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O ano vindouro trará um calendário extenso de datas comemorativas, cenário que impactará diretamente o funcionamento de estabelecimentos gastronômicos na região do Grande ABC. Segundo o Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC), o calendário de feriados de 2026 requer uma preparação estratégica imediata para evitar prejuízos financeiros e passivos trabalhistas.
Ao todo, serão 10 feriados nacionais, repetindo a quantidade de 2025. O diferencial reside na distribuição dessas datas: nove delas ocorrerão em dias úteis, concentrando-se predominantemente em segundas e sextas-feiras. Essa configuração amplia o número de “feriadões”, alterando significativamente o comportamento do consumidor e a logística das equipes.
Estratégia para o calendário de 2026
O sindicato patronal reforça que a antecipação é vital. O empresário precisa analisar a viabilidade de funcionamento em cada uma das datas dos feriados de 2026, ajustando custos operacionais e escalas de funcionários.
Beto Moreira, presidente do Sehal, destaca que o próximo ano exigirá atenção redobrada, mas poderá trazer oportunidades de receita se houver organização e cumprimento da convenção coletiva. A entidade defende que é possível operar de forma segura e eficiente, mesmo com a agenda repleta de pausas nacionais.
Aspectos jurídicos e redução de custos
A orientação jurídica do Sehal, liderada pelos advogados Denise Tonelotto e João Manoel Pinto Neto, esclarece que não é necessário fechar as portas ou assumir custos inviáveis para trabalhar durante os feriados de 2026.
A Convenção Coletiva de Trabalho da categoria oferece uma alternativa econômica: a compensação de jornada. O colaborador pode atuar no feriado, desde que receba uma folga extra na mesma semana, além do seu descanso semanal remunerado (DSR) já garantido por lei.
“Usando a regra da convenção coletiva, um feriado trabalhado equivale a uma folga extra na semana. Organizando bem as escalas, é possível manter o negócio funcionando e reduzir o risco de ação trabalhista depois”, explica Denise Tonelotto.
Regras para a compensação de jornada
Para aplicar a regra corretamente e evitar o pagamento de horas em dobro durante os feriados de 2026, o estabelecimento deve seguir estritamente o seguinte modelo na semana do feriado trabalhado:
- Conceder 1 dia de descanso semanal normal (obrigatório por lei);
- Conceder 1 folga extra exclusiva pela compensação do feriado.
Os advogados da entidade reforçam a importância da precisão neste processo:
“Assim, evita-se o pagamento em dobro, desde que a folga compensatória seja concedida de forma correta”.
Organização de escalas e formalização
O planejamento para os feriados de 2026 deve incluir um calendário anual de escalas. A recomendação é definir antecipadamente quais equipes trabalharão em cada data e quando gozarão das folgas compensatórias, criando um sistema de rodízio justo.
“Ou seja, um sistema de rodízio para que a carga seja distribuída, evitando sempre os mesmos colaboradores nos feriados de maior movimento”, acrescenta Dra. Denise.
Cuidados essenciais para evitar passivos
É fundamental não confundir os direitos. A folga compensatória do feriado não substitui o descanso semanal. Misturar ambas gera passivo trabalhista. Além disso, a formalização é a segurança do empresário na gestão dos feriados de 2026. O Sehal indica:
- Fazer escalas por escrito;
- Colher a assinatura de ciência dos empregados;
- Manter controle de ponto coerente com os dias trabalhados e folgas.
“Esse registro comprova que o feriado foi trabalhado e que a folga compensatória foi devidamente dada na mesma semana, ponto essencial em eventual fiscalização ou disputa judicial”, conclui Dr. João Manoel.