Feriado prolongado prejudica as vendas em março
Na média diária o SCPC cresceu 2,7% e o SCPC/Cheque 6,5%
- Publicado: 01/04/2013 18:59
- Alterado: 01/04/2013 18:59
- Autor: Redação
- Fonte: ACSP
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“A manutenção das alíquotas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no setor de veículos até o fim do ano e o fim do efeito calendário de fevereiro e março devem continuar estimulando as vendas e a produção dos bens duráveis”, diz ROGÉRIO AMATO, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) – que reúne 420 Entidades (ACs).
O Indicador de Movimento do Comércio (IMC) – vendas a prazo – apresentou queda de 4,9% no mês de março, na comparação com o ano passado, mas com dois dias úteis a menos. O resultado é reflexo do feriado prolongado da Páscoa, que caiu no mês de março este ano. Com o ajuste pela média diária, o ritmo de vendas registra elevação de 2,7%.
Na mesma base de comparação entre períodos, o Indicador de Consultas de Cheque (ICH) – vendas à vista – registrou leve queda de 1,4% e com ajuste da média diária, apresentou alta de 6,5%, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), baseada numa amostra de dados de clientes da Boa Vista Serviços, que administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).
Os bens de menor valor foram menos afetados pela Páscoa por representarem compras à vista. Já os bens duráveis (vendas a crédito) foram mais afetados pelo feriado prolongado no final do mês.
Variação mensal:
IMC apresentou forte alta de 22,5% em função da base fraca em fevereiro. Enquanto o ICH apresentou alta de 7,1%.
Como já antecipamos, as vendas de março foram prejudicadas pelo feriado prolongado do final do mês. Para abril, o efeito calendário será positivo, neutralizando as quedas ocorridas em fevereiro e março.
Inadimplência:
O Indicador de Registro de Inadimplentes (IRI) – registros recebidos/carnês em atraso – apresentou queda de 7,5% no mês, na comparação com o mesmo período de 2012.
O Indicador de Recuperação de Crédito (IRC) – registros cancelados/renegociações de crédito – também registrou declínio de 9,1% (na mesma comparação entre períodos), indicando que a inadimplência permanece praticamente estabilizada. Esses dados podem também ter sido afetados pelos feriados mas sinalizam que a inadimplência continua em queda.
Os indicadores acumulados só serão comparáveis a partir do mês de abril, quando o efeito calendário de fevereiro e março serão revertidos.