Feiras de artesanato fazem parte da história da cidade
Com uma tradição de 42 anos, as feiras em Santo André oferecem produtos diferenciados em vários pontos da cidade
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 19/12/2014
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
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As feiras de artesanato da cidade são uma atração que já fazem parte da paisagem da cidade. Elas funcionam no Largo da Estátua, no Paço Municipal, na Praça do Carmo, nos Parques Ipiranguinha e Regional da Criança e na Rua Cesário Motta. Nestes locais, é possível encontrar produtos feitos manualmente em madeira, papel, couro, tecidos, bordados e de artes plásticas, além de praças de alimentação.
E neste período de Natal, tornam-se uma opção para compra de presentes e lembranças. Para tanto, alguns dos artesãos preparam produtos de época como os móbiles e enfeites de Tânia Aparecida Castelli, ou as roupas de Papai Noel para gatos e cachorros da dona Rosimari dos Santos Ribeiro, entre outros. Segundo Elvis Vieira Fontes, encarregado das feiras de artesanato, por conta da data, em dezembro os permissionários podem montar suas barracas todos os dias da semana.
Para o coordenador, a feira é um atrativo para os moradores e para quem visita Santo André. “Nossa feira oferece produtos artesanais diferenciados. Ela é a única na região no sentido de que em cada barraca o público encontra um tipo específico de produto”, afirmou. É o caso de Valdir Araujo, que tem o couro como matéria prima para seus trabalhos. Depois de atuar nas feiras da Praça da República, de Embu das Artes e Campinas, em 1972 foi um dos fundadores da então feira Hippie de Santo André, onde atua até hoje. “Nos primeiros anos a feira funcionava na Praça do Carmo. A rua ainda era aberta para os carros, tínhamos a Mesbla”, relembra.
A feira oferece ainda uma praça de alimentação com opções variadas que vão de produtos do milho verde (curau, pamonha) a comida baiana, mexicana, ente outros.
Em 2005 ela foi regulamentada pela lei municipal 15.324. Ainda segundo Elvis, atualmente são cerca de 132 permissionários que produzem os mais variados produtos respeitando o percentual de trabalho artesanal, segundo determinação da legislação. “A feira é importante pois, pelo tempo que existe, já faz parte da história da cidade. São mais de 40 anos e ela consegue se manter firme e forte”, finalizou.