FecomercioSP diz que nova taxação é arbitrária e socialmente injusta

Entidade critica alíquota fixa de 17,5% sobre renda fixa e cobra controle de gastos do governo

Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Enquanto recua gradativamente sobre os aumentos no IOF anunciados há algumas semanas — muito por causa da forte pressão do Congresso —, o governo federal articula uma nova proposta de elevação tributária. A medida pretende instaurar uma alíquota fixa de 17,5% sobre títulos e fundos de renda fixa, que atualmente seguem uma lógica progressiva. Caso aprovada, a mudança passaria a valer em 2026.

Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a proposta é classificada como “arbitrária e socialmente injusta”.

Carga tributária alta e gasto descontrolado

O Brasil já figura entre os países com maior carga tributária do mundo, com aproximadamente 35% do Produto Interno Bruto (PIB) comprometido com tributos anualmente. Ainda assim, o governo mantém a prática de ampliar impostos com o objetivo de sustentar seu ritmo de despesas.

A FecomercioSP destaca que, além de não corrigir a tabela do Imposto de Renda (IR) e não enfrentar o déficit da Previdência, o Executivo segue em uma trajetória de expansão fiscal pouco sustentável, o que gera incertezas no curto prazo e ameaças estruturais para o médio e longo prazos.

Rota fiscal considerada insustentável

Medidas como o novo modelo de cobrança sobre renda fixa, somadas ao já existente descompasso nas contas públicas, reforçam a percepção de que o governo tem buscado novas fontes de receita a qualquer custo, em vez de adotar um programa de contenção de gastos.

Para a entidade paulista, é urgente que o país abandone a escalada tributária e passe a priorizar um ajuste fiscal sério, sólido e estruturado, capaz de restaurar a confiança e garantir o equilíbrio econômico a longo prazo.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 10/06/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo