FecomercioSP aponta melhoras no varejo do ABC

Varejo da região tem o segundo melhor saldo de empregados formais do Estado em agosto. Segundo a FecomercioSP, foram criados 510 novos postos de trabalho

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Em agosto, a ocupação formal do varejo do ABCD obteve o segundo melhor desempenho do Estado. No mês, o estoque de emprego na região apresentou alta de 0,4% em relação a julho e foram criadas 510 vagas, saldo de 4.498 admissões contra 3.988 desligamentos, o que resultou em um estoque de 113.976 empregados. No ano, porém, já foram eliminadas 2.651 vagas, o que levou a redução de 2,3% do estoque na comparação com o ano passado e de 1% em relação a agosto de 2014.

As informações são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), elaboradas com base nos dados do Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no estado de São Paulo, obtido com base na RAIS (Relação Anual de Informações Sociais).

Entre os meses de janeiro a agosto de 2015, sete das nove atividades avaliadas pela pesquisa sofreram redução do quadro funcional na comparação com dezembro do ano passado. As quedas mais expressivas foram vistas nos segmentos de Lojas de vestuário, tecido e calçados (-10,7%); Lojas de móveis e decoração (-6,4%) e Lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamento (-4,3%).

Por outro lado, apenas os setores de Supermercados (1,4%) e Farmácias e perfumarias (0,6%) apresentaram alta do estoque de trabalhadores com carteira assinada no período.

DESEMPENHO ESTADUAL
Após oito meses com redução do estoque de trabalhadores formais, agosto registrou saldo positivo na geração de empregos no comércio varejista do Estado de São Paulo. Foram criadas 4.355 vagas, resultado de 79.054 admissões contra 74.699 desligamentos. Com isso, a ocupação formal atingiu 2.137.590 empregados e registrou crescimento de 0,2% na comparação com o mês anterior. Já no acumulado do ano foram suprimidas 52.880 vagas no varejo paulista, com 696.423 admissões contra 749.303 desligamentos.

De acordo com a Federação, o saldo positivo registrado em agosto não significa uma recuperação do mercado de trabalho. O que ocorreu foi um efeito sazonal, já que os meses de agosto costumam responder pelo segundo maior saldo de empregados do ano – atrás apenas de novembro. Em relação ao mesmo período dos anos anteriores, o desempenho do mercado de trabalho em 2015 segue em ritmo de arrefecimento e as expectativas apontam retração na formação do emprego com carteira assinada no varejo paulista no segundo semestre deste ano, e com a possibilidade de estender até o início de 2016. Em agosto, o recuo do estoque de emprego na comparação com o mesmo mês de 2014 foi de 1,3%, o pior desempenho já observado na série histórica iniciada em 2008.

Ainda no comparativo com agosto de 2014, entre as nove atividades avaliadas pela pesquisa, apenas os setores de Farmácias e Perfumarias e o de Supermercados apresentaram aumento no montante de empregados (3,1% e 1,4%, respectivamente).

Por outro lado, as retrações mais expressivas foram observadas nos setores de Concessionárias de veículos (-7%); Lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamentos (-4%); e Lojas de vestuário, tecido e calçados (-3,8%), setores que estão sofrendo mais com a queda das vendas.

Na análise da Entidade, a geração de vagas temporárias para o fim do ano também possui a tendência negativa, mesmo sendo uma época sazonalmente mais forte para o varejo em suas receitas e contratações.

NOTA METODOLÓGICA
A pesquisa analisa o nível de emprego do comércio varejista. O campo de atuação está estratificado em 16 regiões do Estado de São Paulo e nove atividades do varejo: Autopeças e acessórios; Concessionárias de veículos; Farmácias e perfumarias; Lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamento; Matérias de construção; Lojas de móveis e decoração; Lojas de vestuário, tecido e calçados; Supermercado e Outras atividades. As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 10/08/2023
  • Fonte: FERVER