Após vírus em Santo André, SP reforça vacinação contra febre amarela no ABC
Confirmação do vírus em macaco mobiliza Secretaria Estadual da Saúde para imunização de moradores em áreas de risco na região do ABC.
- Publicado: 27/05/2026 16:59
- Alterado: 27/05/2026 16:59
- Autor: Thiago Antunes
- Fonte: SES-SP
O governo estadual intensificou a campanha de vacinação contra a febre amarela no Grande ABC após confirmar a presença do vírus em um macaco morto em Santo André nesta segunda-feira (25). A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) determinou a busca ativa de moradores não imunizados para evitar o contágio.
O boletim epidemiológico estadual aponta risco iminente de transmissão em regiões de mata, parques e corredores ecológicos. Nove paulistas contraíram a doença em 2026, resultando em cinco óbitos registrados entre pacientes sem histórico de vacinação.
A alta letalidade dos casos aumenta a urgência da proteção da comunidade. A febre amarela carece de tratamento específico, tornando o imunizante a única barreira segura contra o agravamento do quadro clínico em humanos expostos aos vetores.
Como funciona a vacinação contra febre amarela no ABC
A Prefeitura de Santo André reduziu a faixa etária do público-alvo e recomenda a aplicação em bebês a partir de seis meses. Crianças entre seis e oito meses recebem a dose zero, uma proteção provisória que exige a continuidade do esquema vacinal regular aos nove meses de vida.
Moradores com 60 anos ou mais, gestantes e lactantes precisam passar por avaliação médica prévia nas unidades de saúde. Os municípios vizinhos, incluindo São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, adotam a imunização seletiva focada no público sem registro completo no sistema.
“A prioridade é alcançar moradores de áreas rurais, entorno de parques, trabalhadores e pessoas com deslocamento frequente para locais de risco”, informou o Centro de Vigilância Epidemiológica.
Cidadãos imunizados com doses fracionadas durante a campanha estadual de 2018 precisam retornar aos postos para tomar a injeção completa. A pasta orienta os municípios a aplicarem as doses contra febre amarela sem exigência de agendamento prévio.
Sintomas e ciclo de transmissão
Febre repentina, calafrios, dores intensas nas costas, náuseas e fraqueza extrema formam o quadro inicial da infecção. Pacientes com esses sinais devem procurar pronto-atendimento e relatar qualquer visita recente a parques ou trilhas ecológicas.
Mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem a febre amarela no atual ciclo silvestre ativo no estado. Os primatas não humanos atuam apenas como sentinelas epidemiológicas e não repassam o vírus diretamente para a população.
O Brasil não registra o ciclo urbano da infecção desde 1942, cenário que o Ministério da Saúde mantém sob controle contínuo. Populações em áreas mapeadas devem atualizar a caderneta rotineira para bloquear o avanço da febre amarela no território paulista.