Febre amarela acende alerta em Diadema após morte de macacos
Zoonoses reforça que macacos não transmitem o vírus e pede notificação imediata e vacinação
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 19/02/2026
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Após o alerta da Secretaria de Estado da Saúde sobre a circulação do vírus da febre amarela em primatas em cidades paulistas, a Unidade de Vigilância de Zoonoses de Diadema intensificou as orientações à população. O órgão destaca que os macacos não transmitem a doença e exercem papel fundamental como sentinelas epidemiológicas, pois indicam a presença do vírus antes que ele alcance seres humanos.
A recomendação é clara. Ao encontrar um macaco doente ou morto, o morador não deve tocar no animal e deve acionar imediatamente a Guarda Civil Municipal pelos telefones 153, 0800-7705-559, 4043-6330 ou 4044-0259. O manejo adequado permite que as equipes realizem a coleta e análise, contribuindo para o mapeamento de áreas de risco.
Macacos são vítimas e não vilões
A Vigilância de Zoonoses reforça que os primatas são vítimas da febre amarela, assim como os humanos, e que agressões ou mortes desses animais configuram crime ambiental. Além de não impedir a transmissão, esse tipo de ação prejudica o monitoramento da doença e dificulta a adoção de medidas preventivas.
O município não registra casos de febre amarela em humanos nos últimos anos, mas mantém o protocolo de vigilância ativa diante do cenário estadual. A estratégia inclui monitoramento de fauna, comunicação rápida de ocorrências e estímulo à imunização.
Vacinação é a principal forma de prevenção contra a Febre Amarela

A Secretaria de Saúde ressalta que manter a carteira vacinal atualizada é a medida mais eficaz de proteção. A vacina está disponível nas Unidades Básicas de Saúde e segue o seguinte esquema:
- Uma dose aos nove meses de idade
- Reforço aos quatro anos
- Pessoas de cinco a 59 anos não vacinadas devem receber dose única
- Quem recebeu dose fracionada em 2018 deve tomar uma dose plena
Os endereços das UBS podem ser consultados no portal oficial do município. A colaboração da população, com a notificação de casos envolvendo primatas e a vacinação em dia, é considerada essencial para evitar a circulação do vírus e proteger tanto a fauna quanto a saúde pública.