Favela Tech abre vagas para mulheres periféricas em São Paulo

Programa do Museu das Favelas patrocinado pela Meta capacita produtoras e artistas em inteligência artificial e narrativas digitais.

Crédito: desos.laio

O Museu das Favelas e a Meta abriram as inscrições para a segunda edição do Favela Tech. O programa de aceleração busca capacitar mulheres maiores de 18 anos, especialmente negras e indígenas, que atuam no cenário cultural e criativo das periferias do Estado de São Paulo.

As interessadas têm até o dia 10 de maio para preencher o formulário online. A iniciativa oferece uma formação gratuita de cinco meses focada na integração de ferramentas digitais e tecnologias emergentes aos projetos artísticos e independentes dessas profissionais.

“As periferias já são um dos maiores laboratórios criativos do país. Com o programa, estamos transformando iniciativas e projetos culturais com as linguagens digitais”, explicou Natália Cunha, diretora do museu. A gestora destaca o objetivo de inserir esses negócios no mercado de forma ativa para pautar novos formatos de produção.

Imersão digital e impacto do Favela Tech

O currículo do Favela Tech combina encontros virtuais e atividades presenciais na capital paulista. O foco das aulas abrange desde o uso de inteligência artificial aplicada à produção cultural até estratégias de comunicação e formatação de portfólios para editais públicos e privados.

“Investir nessa formação é reconhecer as favelas como territórios de potência criativa e ampliar o acesso à tecnologia como caminho para gerar impacto real na economia e na vida dessas comunidades”, afirmou Mateus Costa, associado de políticas públicas da empresa de tecnologia parceira no Brasil.

O lançamento oficial da capacitação acontece no dia 14 de maio, às 11h, com uma aula inaugural aberta ao público. A programação inclui a palestra de Sil Bahia, especialista em inovação, junto com Jairo Malta e Priscila Gama, do Instituto Das Pretas.

Inovação e mercado para criadoras locais

A nova fase do Favela Tech consolida os resultados de impacto alcançados durante o primeiro ciclo da iniciativa. A edição anterior registrou 88,5% de participação de mulheres negras e incubou cinco projetos de alto impacto, com soluções que envolveram desde saúde periférica até redes de apoio feminino.

O uso de tecnologias emergentes tornou-se central para a criação e sustentabilidade de qualquer projeto. Propomos uma abordagem crítica, reconhecendo que a inovação também nasce das experiências múltiplas das favelas”, detalhou a diretora da instituição estadual.

A integração direta com o Centro de Empreendedorismo projeta as participantes para as novas dinâmicas da economia criativa contemporânea. Ao unir as narrativas de seus próprios territórios ao domínio técnico, o Favela Tech garante que o futuro da produção cultural seja desenhado a partir da base e das vivências periféricas.

  • Publicado: 30/04/2026 15:40
  • Alterado: 30/04/2026 15:40
  • Autor: Thiago Antunes
  • Fonte: MUSEU DAS FAVELAS