Favela do Moinho: 80% das famílias são reassentadas

Governo de SP investe R$ 118,5 milhões na requalificação do centro e na remoção de moradores da comunidade.

Crédito: Divulgação

Um amplo programa do Governo de São Paulo está transformando a realidade do centro da capital, com o reassentamento de famílias que viviam em condições de vulnerabilidade na Favela do Moinho. Até o momento, aproximadamente 80% dos moradores já deixaram a área, o que representa cerca de 700 famílias. A ação faz parte da política de requalificação da região central e já soma R$ 118,5 milhões em investimentos estaduais.

Desse total, 140 famílias já estão instaladas em unidades habitacionais definitivas. Outras 636 famílias tiveram seus destinos definidos e recebem auxílio-moradia enquanto aguardam a mudança permanente. O objetivo é garantir dignidade e segurança, eliminando riscos de incêndios, insalubridade e falta de infraestrutura que marcavam a antiga Favela do Moinho. Cerca de 700 moradias improvisadas no local já foram demolidas.

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Como Funciona o Plano Voluntário da CDHU

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) estruturou um plano em que aderir à iniciativa é voluntário. As famílias da Favela do Moinho têm diferentes opções de atendimento:

  • Escolher imóveis prospectados pela própria CDHU (prontos, em construção ou a iniciar).
  • Buscar por conta própria um apartamento em qualquer cidade do estado, dentro dos parâmetros do programa.

O limite de investimento por unidade é de R$ 250 mil. Um dos pontos mais importantes é que as moradias são concedidas sem custo para famílias com renda mensal de até R$ 4,7 mil, fruto de uma parceria entre o Governo do Estado e o Ministério das Cidades. Para quem opta por unidades ainda em obra, o programa garante um caução de R$ 2,4 mil e auxílio-moradia de R$ 1,2 mil mensais.

Governo de SP já reassentou 80% das famílias da Favela do Moinho I Divulgação

A Transformação na Vida dos Ex-Moradores

A mudança representa um novo capítulo para antigos moradores. Francisco Pereira de Araújo, de 50 anos, é um deles. O controlador de estacionamento morou por uma década em um barraco de madeira na Favela do Moinho, após não conseguir mais pagar aluguel. Ele trocou a estrutura comprometida, sem ventilação e com risco de fogo, por um apartamento no Brás.

O novo lar, na região central, possui varanda, portaria 24 horas, piscina e academia. “Vou estar em um lugar mais seguro. Eu estou feliz, é uma bênção”, disse. A permanência no centro foi estratégica para Francisco, que trabalha próximo à Santa Ifigênia e à 25 de Março. Além da segurança, ele celebra a conquista de um endereço formal: “Agora eu tenho um endereço para indicar”.

O sentimento é compartilhado por Eunice Barbosa dos Santos, de 81 anos, que viveu por 22 anos na Favela do Moinho. Ela enfrentava o medo constante de incêndios, além de problemas diários com saneamento e segurança. “Passei por dois incêndios na comunidade. Teve época que, por conta disso, eu não tinha mais nada”, relatou.

Eunice, que cria o neto Jhony Alabá, de 10 anos, após o filho falecer, escolheu um imóvel definitivo a apenas 1,6 km do antigo endereço. A nova rotina traz conforto e novas perspectivas. “Para mim, tudo vai mudar para melhor agora, inclusive a educação do meu neto.

  • Publicado: 13/02/2026
  • Alterado: 13/02/2026
  • Autor: 17/11/2025
  • Fonte: Sorria!,