Fauna de Santo André contém mais de 200 espécies de pássaros

Região é cenário de uma das maiores diversidades do Estado de São Paulo

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A diversidade de espécies de pássaros em Santo André e arredores é uma das maiores do Estado de São Paulo, segundo levantamento feito pela Secretaria de Gestão dos Recursos Naturais de Paranapiacaba e Parque Andreense. A região possui cerca de 200 espécies catalogadas. Há pássaros de todos os tipos, desde os de campos abertos até aqueles que vivem em matas fechadas.

Uma das razões para fauna tão vasta passa pelo fato de que partes do ABC detêm os mais altos índices pluviométricos do país, conforme informa o biólogo e agente ambiental da Secretaria, Ingo Grantsau. “Com temperaturas suficientemente altas e chuvas abundantes durante o ano há um aumento da biodiversidade”, observa.

O clima propício permite que plantas se multipliquem, flores descortinem a paisagem, atraindo insetos, que, junto com néctar, flores e frutos, são alimento dos pássaros. “Muitos não entendem o porquê da importância da Educação Ambiental. Trata-se de uma corrente de vida, que não pode ser interrompida em nenhum de seus componentes, para preservar esta fauna e a flora, o que ajuda a preservar o homem”, destaca o biólogo.

E dentro do próprio território andreense pode-se verificar que há variações. As regiões de mata mais densa, como nas proximidades de Paranapiacaba, são habitadas por pássaros como o uru-capoeira (faisão brasileiro) e o gavião de penacho, conhecido como pega-macaco. Há ainda uma quantidade grande de beija-flores e tangarás, um tipo bem peculiar, azul e preto com crista vermelha. Até aves migratórias aterrissam no local, como a águia pescadora, na represa Billings, e o falcão peregrino, na área urbana. Ambos vêm lá da América do Norte, expelidos pelo sopro cortante do inverno.

Nas regiões mais abertas, como o Parque Central, ressoam os cantos afinados do simpático beija-flor tesourão, grande e azul, e do solerte pica-pau do campo. Mas o suiriri e o quero-quero podem ficar ofendidos se não forem citados. E se refugiarem em seus cantos, inconsoláveis. Devem ser citados, como todos os outros, para serem lembrados, preservados e não se calarem. Isso não seria bom. O som dos pássaros já é marca da cidade. E ninguém quer ver Santo André mais triste, sem voz. João de barro, bem-te-vi, rolinha caldo de feijão, cambacica…

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  • Publicado: 23/02/2012 15:46
  • Alterado: 23/02/2012 15:46
  • Autor: Eugenio Goussinsky
  • Fonte: PMSA