4 fatos sobre o salto no saneamento básico em São Paulo
Sabesp conecta 2,4 milhões de paulistas a sistemas de esgoto em 21 meses, acelerando a universalização do Saneamento Básico em São Paulo e antecipando metas nacionais.
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 14/10/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A revolução no Saneamento Básico em São Paulo ganhou um ritmo inédito, representando um novo marco na saúde pública e na qualidade de vida de milhões de paulistas. Em um período de apenas 21 meses, compreendido entre janeiro de 2024 e setembro de 2025, a Sabesp conectou cerca de 2,4 milhões de pessoas no Estado ao seu sistema de tratamento de esgoto. Este avanço, com impacto equivalente à população de uma grande cidade brasileira, demonstra a aceleração das obras de infraestrutura que visam a universalização completa do saneamento básico.
A expansão representa a entrega de grandes obras em 375 cidades atendidas pela Companhia. Mais do que números, a infraestrutura – que inclui novas tubulações, estações de bombeamento e plantas de tratamento – garantiu que o esgoto de quase 900 mil novos domicílios deixasse de ser lançado in natura em rios e córregos. Este processo de despoluição é vital para o meio ambiente e é o cerne do avanço do saneamento básico em São Paulo.
A Revolução da Infraestrutura: Saúde e Meio Ambiente

A correta coleta e tratamento do esgoto é um dos pilares para a melhoria de indicadores sociais e de saúde, reduzindo drasticamente a incidência de doenças de veiculação hídrica. A meta da Sabesp é ambiciosa: conectar mais de 1 milhão de casas ao sistema de esgoto até o final do ano, beneficiando 2,7 milhões de pessoas.
A relevância deste movimento é sentida na ponta, no cotidiano das famílias. Em um exemplo claro do impacto direto do saneamento básico em São Paulo, o texto original destaca a história de Jefferson Cândido Pinheiro, de 43 anos, morador da Vila Iolanda, na Zona Leste de São Paulo.
O Fim do Esgoto a Céu Aberto: A História de Jefferson

Durante anos, Jefferson conviveu com a realidade da falta de água e esgoto sem coleta adequada. “Com a povoação da comunidade, muitas pessoas começaram a jogar o esgoto na rua mesmo, a céu aberto”, explicou ele, que é uma das lideranças locais. O problema era tamanha que os próprios moradores precisavam se organizar para construir valas e tentar conectar as casas a buracos rudimentares para escoamento.
A falta de água potável era outro flagelo. “Quando isso acontecia, muitas vezes tinha que ir andando por uma hora até Ferraz de Vasconcelos para buscar água em uma fonte e voltava andando por mais uma hora, com os baldes nas mãos”, relata Pinheiro. Com a chegada das ligações oficiais de água e esgoto, o cenário da Vila Iolanda mudou radicalmente.
“Agora tenho água na torneira do meu comércio, consigo fazer tudo o que preciso para manter a higiene. Não sofro mais com a falta de água”, celebra o morador, resumindo a transformação que milhões de pessoas experimentam com o avanço do saneamento básico em São Paulo.
Água Potável e a Meta de Universalização em 2029
Além do esgoto, a Companhia também expandiu o acesso à água potável no mesmo período de 21 meses, levando o recurso a aproximadamente 1,6 milhão de pessoas. Foram 577 mil residências ligadas ao sistema de abastecimento, superando em 140 mil domicílios a meta estabelecida para o final do ano.
Este esforço faz parte do novo horizonte da Sabesp, desenhado após a desestatização. A meta é universalizar o saneamento nas cidades atendidas até o ano de 2029, um prazo quatro anos antes do que prevê o marco regulatório nacional. Para concretizar essa visão de um futuro com 100% de acesso a água e esgoto tratados em 371 municípios, a empresa está destinando um investimento maciço de R$ 70 bilhões em novas obras.
Esses recursos serão aplicados na instalação de mais de 10 mil km de novas tubulações para o abastecimento de água e outros 12 mil km para a rede de esgoto. O projeto é a garantia de que o saneamento básico em São Paulo se tornará uma realidade completa para cada cidadão, assegurando dignidade, saúde e a preservação dos recursos hídricos do Estado.