Faria de Sá debate com ABC nova proposta a PEC 74
Definição sobre as regras para o pagamento de precatórios é discutida em reunião com deputado federal Arnaldo Faria de Sá, Paulo Pinheiro e representantes dos outros municípios
- Publicado: 12/09/2015 10:22
- Alterado: 16/08/2023 12:19
- Autor: Mark Ribeiro
- Fonte: PMSCS
A Prefeitura de São Caetano do Sul foi sede nesta sexta-feira (11/9) de reunião que debateu as regras vigentes e propostas para o pagamento de precatórios (dívidas do poder público reconhecidas por decisão judicial). O encontro teve a participação do prefeito Paulo Pinheiro, do deputado federal Arnaldo Faria de Sá e de representantes dos outros seis municípios da região – a agenda foi definida terça-feira (8/9), durante assembleia mensal do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC.
Em março, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que estados e municípios terão no máximo cinco anos para pagar os precatórios. A decisão sufoca as finanças dos entes. Antes, o prazo de quitação era de até 15 anos, inserido em emenda constitucional aprovada pelo Congresso em 2009 e julgada inconstitucional pelo STF em 2013.
Para definir novas regras, começou a tramitar na Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 74. O texto original, no entanto, ainda é considerado muito rígido por estados e municípios – a maioria defende o prazo de 10 anos para liquidar as dívidas que, na região, chegam a representar quase a metade do orçamento.
“Em São Caetano reservamos de 2 a 3% da receita corrente líquida mensal para o pagamento de precatórios. Mas, prevalecendo a decisão do STF, algumas prefeituras da região teriam de dispor um percentual muito elevado, acima de 10%, o que comprometeria suas finanças e, consequentemente, os serviços prestados à população. Sentamos à mesa pela integridade do Grande ABC”, ressaltou Paulo Pinheiro.
O prefeito de São Caetano articulou pela participação de Arnaldo Faria de Sá, que é membro da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Na quarta-feira (9/9), a CCJ emitiu parecer favorável à PEC 74, com o voto contrário de oito deputados, inclusive o de Faria de Sá, que defende maior flexibilização do texto. A proposta ainda será avaliada pelos plenários da Câmara e do Senado.
“A PEC 74, como está, é absurda. É a PEC do calote”, considerou o parlamentar, observando que tanto Estado quanto Municípios não têm condições de quitar as dívidas em cinco anos. “Estão em dificuldades financeiras e merecem alternativas”, justificou. Faria de Sá apresentou uma nova proposta, redigida pelo procurador-geral do Estado, Elival da Silva Ramos, e que está sendo avaliada pelos prefeitos da região.
O secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Luis Paulo Bresciani, também mostrou preocupação com a norma vigente. “É evidente que as prefeituras terão problemas se esta decisão do Supremo se mantiver. E Isso vai perdurar até que se aprove uma emenda. O STF colocou uma espada em cima dos municípios”, comparou, ao projetar as próximas etapas sobre o tema. “A batalha continua em duas frentes: no Congresso e nos tribunais.”