Famílias do MLB seguem ocupadas em Diadema
As cerca de 300 famílias da ocupação Lucineia Xavier, organizadas pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), continuam ocupadas no terreno localizado ao lado do novo estádio municipal, no bairro do Inamar, em Diadema. Erguida na madrugada de domingo (05/05/2013), a ocupação já conta com dezenas de barracos, banheiros e uma cozinha […]
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 06/05/2013
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
As cerca de 300 famílias da ocupação Lucineia Xavier, organizadas pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), continuam ocupadas no terreno localizado ao lado do novo estádio municipal, no bairro do Inamar, em Diadema.
Erguida na madrugada de domingo (05/05/2013), a ocupação já conta com dezenas de barracos, banheiros e uma cozinha coletiva, onde são servidos o café da manhã, almoço e jantar. Também cresce a solidariedade ao movimento: muitos vizinhos e curiosos oferecem suas casas para o banho, doam água e alimentos às famílias ocupadas. Representantes da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Defensoria Pública Estadual, do Conselho Tutelar e da Central de Movimentos Populares (CMP) estiveram presentes no local para prestar apoio às famílias.
Ao longo do dia a tensão foi constante entre as famílias e a Guarda Civil Municipal de Diadema, que impediu a entrada de qualquer pessoa, doação ou material no terreno. Os ocupantes foram proibidos pela Guarda de sair da ocupação para tomar banho, comprar remédios e usar o banheiro. No início de hoje o acesso à ocupação foi liberado.
Às 17h está prevista a realização de um ato ecumênico em apoio à ocupação e que contará com a presença de parlamentares, sindicalistas e representantes de entidades populares e de direitos humanos.
As famílias da ocupação Lucineia Xavier lutam há 5 anos pela construção de 300 casas em um terreno localizado na Rua Apóstolo Pedro, que atualmente é ocupado por um estacionamento clandestino. A prefeitura já pediu por duas vezes este ano o adiamento do projeto, que só necessita da assinatura do Prefeito para poder ser encaminhado. O movimento espera ser recebido pelo prefeito Lauro Michels ainda hoje para chegar a uma solução do problema. Enquanto isso as famílias estão decididas a permanecer no local por tempo indeterminado.