80% das famílias brasileiras devem reaproveitar material escolar
Gastos com material escolar pesam no bolso e impactam o orçamento de 88% das famílias
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 21/01/2026
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O início do ano letivo de 2026 traz um desafio comum para os brasileiros: equilibrar o orçamento diante dos custos escolares. Segundo um levantamento do Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro, a busca pela economia transformou o reaproveitamento em uma regra. Oito em cada dez famílias com filhos em idade escolar pretendem utilizar itens de anos anteriores, como mochilas, estojos e cadernos que ainda possuem folhas limpas.
Custo do material escolar força troca de marcas e muita pesquisa de preço
Embora a intenção de compra continue alta — com 90% dos responsáveis planejando ir às compras, focando principalmente em materiais (89%), uniformes (73%) e livros (69%) — a percepção sobre as exigências das escolas divide opiniões. Enquanto 56% dos pais acham as listas adequadas, 42% as consideram excessivas, vendo nelas itens além do necessário para o aprendizado.
Um dado curioso é o poder de decisão dos pequenos: 92% das crianças participam da escolha dos materiais. Na faixa dos 11 aos 14 anos, esse envolvimento sobe para 95%, sendo que, em quase metade dos lares (45%), os filhos são os que decidem a maioria dos itens que irão para o carrinho.

O peso no bolso e a desigualdade social
A pesquisa reforça que os gastos escolares não são apenas uma despesa, mas um impacto real no planejamento familiar para 88% dos entrevistados. Essa pressão é sentida de forma desigual:
- Classes D e E: 52% das famílias relatam que o impacto no orçamento é muito grande.
- Classes A e B: Esse percentual cai para 32%.
Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, destaca que para famílias com filhos em escolas públicas, os gastos costumam exigir cortes em outras áreas essenciais, como lazer e alimentação. Já para as classes de renda mais alta, o custo é absorvido com maior facilidade.
O comportamento de consumo: Híbrido e cauteloso
O consumidor brasileiro está cada vez mais atento e digital. Embora as lojas físicas ainda liderem (45%), o comportamento híbrido (mistura de físico e online) já atinge 39% das famílias. Apenas 16% compram exclusivamente pela internet.
Para enfrentar os preços, a pesquisa de valores tornou-se quase obrigatória para 90% dos brasileiros. Quando o valor assusta, a solução é clara: dois em cada três pais substituem o produto por uma marca mais barata, estratégia adotada por 76% das famílias de baixa renda e por 58% das classes A e B.