2 em cada 10 famílias de SP começam 2026 com contas em atraso
Levantamento da FecomercioSP mostra que muitas famílias de SP iniciam 2026 com contas em atraso, mas endividamento permanece estável
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 26/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), duas em cada dez famílias paulistanas iniciarão 2026 com pelo menos uma conta em atraso. Em números absolutos, são 821 mil lares com dívidas vencidas na cidade — patamar mais baixo desde março [tabela 1].

Volume de famílias inadimplentes na Cidade de São Paulo
Dezembro de 2025/FecomercioSP
A entidade atribui o resultado à melhora das condições econômicas, com renda em alta e mercado de trabalho aquecido, fatores que favorecem a regularização de débitos.
Queda da inadimplência e estabilidade do endividamento
A pesquisa indica que o percentual de famílias que afirmam não ter condições de pagar as dívidas vencidas caiu de 9,2% em novembro para 8,6% atualmente.

Volume de famílias sem condições de pagar as contas atrasadas na Cidade de São Paulo- Dezembro de 2025
FecomercioSP
O índice de endividamento, que mede a proporção de lares com dívidas ativas, mesmo sem atraso, seguiu trajetória estável, em 69%, ligeiramente abaixo dos 70,6% de novembro, mas próximo do registrado em dezembro de 2024 (68,2%).
O levantamento destaca que o endividamento está fortemente ligado ao consumo, especialmente via cartão de crédito, modalidade presente em 80,6% dos casos de famílias endividadas.

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Financiamentos e qualidade das dívidas
Apesar do cenário de juros altos, com a Selic em 15% ao ano, o financiamento imobiliário cresceu e representa 16% das dívidas das famílias [gráfico 1]. O mercado aquecido e a demanda por imóveis explicam o aumento, mesmo em condições de crédito mais caras.

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O financiamento de veículos manteve-se estável em torno de 10%, indicando que uma em cada dez famílias adquiriu carro financiado em 2025.
Quanto à qualidade das dívidas, o tempo médio de comprometimento permaneceu em sete meses, enquanto 32% das famílias afirmam ter dívidas com vencimento em até três meses, recorde desde 2010. Entre os endividados, o tempo médio de atraso encerrou o ano em 62,6 dias, ante 64,7 dias em 2024.

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A FecomercioSP avalia que os indicadores apontam perspectivas positivas para 2026. Com inflação controlada, mercado de trabalho aquecido e a injeção do 13º salário, as famílias têm maior capacidade de organizar o orçamento e manter o endividamento em níveis mais saudáveis, favorecendo o consumo e a economia da cidade.