Falta de energia em SP causa prejuízo de mais R$ 2,1 bilhões ao comércio
Setores de comércio e serviços acumulam perdas expressivas após cinco dias sem luz na capital.
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 16/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
O apagão que atingiu a capital paulista trouxe consequências financeiras devastadoras. A falta de energia resultou em um prejuízo acumulado de R$ 2,1 bilhões para o Comércio e os Serviços entre quarta-feira (10) e domingo (14). O levantamento foi divulgado pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), destacando que, quase uma semana após a ventania, diversos imóveis permanecem sem eletricidade.
Impacto setorizado e perdas diárias
O setor de Serviços foi o mais afetado pela instabilidade no fornecimento. Estima-se que cerca de R$ 1,4 bilhão em receitas deixaram de ser geradas no período. O dia mais crítico foi a quarta-feira, quando mais de 2,2 milhões de imóveis ficaram no escuro, resultando em uma perda imediata de R$ 541 milhões apenas para este segmento.
O varejo também sofreu duramente com a falta de energia. O rombo inicial foi de R$ 267 milhões na quarta-feira e, somando-se os dias subsequentes até o domingo, o prejuízo do comércio já ultrapassa a marca de R$ 696 milhões.
Comparativo com crises anteriores
Os números atuais já superam os registros de outubro de 2024, data da última grande crise de abastecimento na cidade. Naquela ocasião, fortes chuvas deixaram a cidade com falta de energia por pelo menos cinco dias, gerando um prejuízo total de R$ 2 bilhões para os dois setores somados. O cenário atual, portanto, apresenta um impacto econômico ainda mais severo para os empresários paulistanos.
Procedimentos para ressarcimento
Diante dos prejuízos causados pela falta de energia, a FecomercioSP orienta que os consumidores e empresários afetados priorizem a via administrativa antes de recorrer ao judiciário. O primeiro passo é abrir um chamado na distribuidora e registrar formalmente a reclamação.
Este registro serve como documento oficial e pode agilizar a resposta, além de gerar dados para a melhoria do serviço. A legislação vigente e as normas da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) preveem regras específicas para estes casos:
- Danos em equipamentos: Se a interrupção de energia causar pane em eletroeletrônicos, a distribuidora (Enel SP) é obrigada a disponibilizar canais para solução do problema.
- Escalada da reclamação: Caso a Enel não apresente solução, deve-se acionar a ouvidoria da empresa. Se o problema persistir, o próximo passo é contatar a ANEEL com o protocolo em mãos.
- Órgãos de defesa: Se a falta de energia persistir por mais de 24 horas em áreas urbanas (ou 48h em rurais), os Procons locais podem intermediar solicitações de indenização por danos econômicos.
A importância da documentação
Para garantir o sucesso nos pedidos de ressarcimento, seja na esfera administrativa ou judicial, a materialidade da prova é fundamental. A falta de energia e seus consequentes danos devem ser comprovados através de fotografias, registros de atendimento, documentos fiscais e relatórios que demonstrem a perda de receitas durante o período do apagão.