Faep diz que protesto de caminhoneiros pode colocar em risco saúde pública
A entidade divulgou comunicado no qual alerta que o protesto de caminhoneiros "coloca em risco o abastecimento da população e põe em iminente perigo a saúde pública e a segurança alimentar
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 24/02/2015
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
Na nota, assinada pelo presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná, Ágide Meneguette, o setor ressalta que com o bloqueio de estradas estaduais e federais “enormes rebanhos estão em risco de colapso e causarão danos econômicos e sanitários inimagináveis, porque não existe logística para o descarte das carcaças”.
Além disso, “milhões de litros de leite serão jogados fora, podendo causar danos ambientais”.
Pelos cálculos da Faep, diariamente são produzidos e processados 12 milhões de litros de leite, por cerca de 115 mil produtores e 300 indústrias (laticínios) no Paraná.
Estima-se que são abatidos 5 milhões de frangos/dia, resultado do trabalho de 20 mil avicultores paranaenses. São cerca de 30 mil suinocultores no Estado e mais de 750 mil cabeças abatidas semanalmente em 55 frigoríficos.
Conforme a Faep, essas três cadeias processam milhares de toneladas de ração, baseadas na soja e no milho, num ciclo pré-determinado de prazos e consumo.
Os lotes de frangos, que no total somam 300 milhões de aves no Paraná, têm em média 40 dias de vida até o abate.
A ração que chega ao produtor por meio dos frigoríficos também se esgota nesse prazo. O mesmo ocorre com o ciclo dos mais de 5,8 milhões de suínos.
O colapso desses setores, de acordo com a Faep, pode ser evitado caso os caminhoneiros deixem de impedir o trânsito de cargas perecíveis.