Fachin assume presidência do Supremo e reforça defesa da democracia
Ministro Fachin destaca defesa da democracia, busca reduzir tensões políticas e promete gestão discreta à frente do Supremo
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 28/09/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
O ministro Edson Fachin tomará posse, nesta segunda-feira (29), como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), destacando a necessidade de reduzir as tensões políticas em torno da Corte.
Ele reafirmou a defesa da autocontenção do Judiciário, lembrando que o papel da instituição não deve se confundir com o da política. “Ao direito o que é do direito, à política o que é da política”, reforçou, em referência à importância de preservar a objetividade jurídica.
Estilo discreto e foco institucional
Conhecido por seu perfil reservado, Fachin recusa ostentações e mantém poucos contatos com a imprensa. Em sua posse, rejeitou festas financiadas por entidades jurídicas e optou por uma recepção simples, com café e água.
O ministro, que completou dez anos no STF em junho, também busca ampliar o diálogo interno entre os magistrados e prevê reuniões regulares para facilitar consensos em julgamentos complexos.
Defesa da democracia e inclusão social
Em discursos recentes, Fachin tem reiterado que a política deve lidar com valores e ideologias, enquanto ao direito cabe preservar a legalidade e a democracia.
O novo presidente também destacou a importância da inclusão de minorias e da atuação conjunta com instituições de fiscalização, como Ministério Público e Tribunais de Contas, em uma “democracia em rede”.
Trajetória e nomeação ao STF

Natural de Rondinha (RS), Fachin se formou em Direito pela Universidade Federal do Paraná, onde também construiu sua carreira acadêmica.
Antes de chegar ao Supremo, atuou como advogado em áreas cível, agrária e imobiliária. Foi indicado em 2015 pela então presidente Dilma Rousseff, em meio a forte resistência política, mas obteve aprovação do Senado por 52 votos a 27.