Exposição sobre papel do CadÚnico abre ao público em Brasília
Iniciativa apresenta imagens, depoimentos, dados e vídeos de uma pesquisa fruto da parceria do MDS com a Universidade de Brasília
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 04/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Sorria!,
A partir desta quinta-feira (3.04) o público poderá conhecer, no Museu da República, em Brasília, a trajetória dos 21 anos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e o papel do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (Cadastro Único) no acesso das pessoas que mais precisam a diversos programas que promovem a transformação social do país.
A exposição comemorativa “Concretizando direitos sociais: a história do MDS e o papel do Cadastro Único nessa trajetória” destaca os acontecimentos a partir de 2001, com a criação do Cadastro Único, até 2024, com a retomada de importantes programas sociais como Novo Bolsa Família e o Plano Brasil Sem Fome para garantir a segurança alimentar no Brasil e fortalecer o acesso aos direitos sociais. A iniciativa segue aberta ao público até 11 de maio.
Para contar essa história, a exposição apresenta imagens, depoimentos, dados e vídeos de uma pesquisa fruto da parceria do MDS com a Universidade de Brasília (UnB) e realizada por uma equipe multidisciplinar. O objetivo do projeto de pesquisa foi resgatar a memória institucional do MDS, instalar uma biblioteca governamental especializada e realizar a exposição comemorativa. Para sua execução, a equipe foi composta por profissionais de diversas áreas tais como Biblioteconomia, Artes Visuais, Geografia, Museologia e Design.
A coordenação geral e a curadoria da exposição é da professora Cinara Barbosa, do Departamento de Artes Visuais (VIS) da UnB, que apresenta parte dos resultados da pesquisa sobre a memória institucional do ministério. “A proposta é apresentar ao público a concepção do atravessamento de uma pesquisa sobre essa memória institucional que possa ser contada por aqueles que a vivenciaram e a vivenciam de fato, ou seja, beneficiários e agentes públicos, relacionados ao Cadastro Único e aos diversos programas usuários. E, também, de que maneira artistas abordam temas que são relevantes para todos nós, como educação, cuidado e preservação do ambiente e da dignidade humana. Temas indissociáveis da construção da cidadania”, explica a curadora.
A memória institucional foi contada pelos servidores que trabalharam ou atuam no MDS e participam de sua história, seja no desenho, na implementação ou nos ajustes, refinamentos e desdobramentos das políticas públicas. A exposição conta com fragmentos dessas histórias e depoimentos, além do material que o próprio ministério vem constituindo como parte de sua documentação pelas equipes de trabalho.
Nesse panorama de 21 anos do MDS, da contribuição do Cadastro Único e de diversos programas sociais, é possível conhecer histórias de vida envolvendo políticas públicas para apoiar Povos e Comunidades Tradicionais, como quilombolas, indígenas, raizeiros e outros grupos que possuem formas próprias de organização social, ocupam e utilizam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica.
São histórias de vida como a de Gerusa Pereira da Silva, quilombola de Kalunga, cidade de Monte Alegre de Goiás, que realizou um sonho ao se tornar universitária. “Eu achava que eu nunca ia conseguir. Eu pensava ‘eu, uma menina quilombola, de família pobre e negra, entrar em uma universidade? Não sou capaz’. Mas eu sou capaz”.
Além disso, há obras de artistas que expressam suas próprias trajetórias e experiências transformadoras, como é o caso de Daniele Rodrigues, que apresenta obras em cerâmica e percebe o seu trabalho Cidade de si, como a ideia de seu próprio trajeto de construção de vida, já que a artista contou, durante sua formação universitária, com auxílio social econômico. Soma-se ainda à exposição o artista Lino Valente que desenvolve trabalhos em vídeo, fotografia e objetos com temáticas relacionadas ao campo do trabalho, em que procura dar visibilidade à trabalhadores e sua força motriz na construção dos arranjos das cidades e trata de questões ambientais e da preservação de recursos naturais para a humanidade como a água, essencial para a vida.
O artista e professor Christus Nóbrega tem uma longa trajetória de investigação em torno da poética da viagem, de estruturas do conhecimento e de memórias familiares e regionais. Para a exposição, mostra o trabalho inédito realizado especialmente para o projeto. BêaBarro é uma videoinstalação que explora o ciclo do aprendizado e da transmissão de saberes por meio da educação e do fazer artesanal, dividida em três telas interligadas.
A exposição aborda a importância das políticas sociais e como países como o Brasil têm trabalhado na proteção de populações vulneráveis, com o objetivo de fortalecer o sistema de proteção social. Ao comemorar a história do MDS e a contribuição do Cadastro Único nessa trajetória, destacam-se os impactos que os benefícios e serviços sociais têm na vida de milhões de pessoas sempre em transformação e em busca da valorização humana.