Exposição no Centro MariAntonia destaca São Paulo como inspiração artística
Mostra coletiva reúne mais de 100 obras e homenageia os 90 anos de Evandro Carlos Jardim, explorando a cidade como elemento central na produção dos artistas
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 26/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Centro MariAntonia inaugura, no dia 3 de abril, às 18 horas, a exposição São Paulo cidade, sinais, manchas e sombras, coletiva dos artistas Evandro Carlos Jardim, João Luiz Musa, Marco Buti, Lucas Eskinazi e Rafael Aguaio, com curadoria de Claudio Mubarac, que reúne mais de 100 obras. A visitação acontece de terça a domingo, e feriados, das 10 às 18 horas, com entrada gratuita.
Mubarac, também professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, salienta que a mostra apresenta o que os artistas têm em comum: os passeios pela cidade como motor na construção dos trabalhos que apresentam. “A cidade é o cenário e, porque não dizer, substância formadora de seus imaginários”, explica. Também os trabalhos revelam uma dissolução dos gêneros e dos processos artísticos ensimesmados, prática corrente nas oficinas de desenho, gravura e fotografia da ECA.
A exposição também é uma homenagem aos noventa anos de Evandro, também professor do Curso de Artes Visuais, juntamente com João Musa e Marco Buti, e os dois alunos de pós-graduação em Artes Visuais, Lucas e Rafael.
O curador lembra que o título da mostra é um empréstimo carinhoso do nome de uma das sequências de imagens cunhadas pelo desenhista/gravador Evandro, que caracterizavam as salas da mostra na Pinacoteca, realizada em 2005. Segundo Mubarac, “há aproximações e diálogos profícuos entre as gravuras, desenhos, vídeos e imagens fotográficas de Marco Buti, as fotografias de João Musa e Rafael Aguaio, e as fotografias e filmes de Lucas Eskinazi”.
João Musa traz um conjunto de fotografias que produziu entre 1994 e 1999 e que constituem o seu doutorado, intitulado O Viajante e as Cidades, numa fusão rara entre rigor e liberdade.
Marco Buti utiliza leituras, filmes, pinturas, instantâneos da cidade, dentre muitas outras referências, como meios de construção de seu trabalho e apresenta desenhos, gravuras, objetos, fotografias e vídeos.
Já Lucas Eskinazi reúne para esta exposição conjuntos relacionados à sua tese de doutorado, Um aceno, de longe, às palavras, com orientação de João Musa, com trabalhos fotográficos e fílmicos, em larga margem contaminados pelas visões luzentes e agitadas pelo desejo das imagens.
Rafael Aguaio, por sua vez, apresenta fotografias na mostra como parte de seu mestrado, orientado por Marco Buti. Segundo o curador, “suas fotografias estão tingidas pela prática e pela história do desenho, tendo a câmera não como um ´lápis da natureza´, mas como uma lanterna que, muitas vezes, ao invés de receber a luz, a projeta”.
Como parte da programação paralela à exposição, haverá mesas-redondas, conversas e um ciclo de filmes.
Os artistas
Evandro Carlos Jardim (1935). Gravador, desenhista, pintor, ingressa, em 1953, na Escola de Belas Artes de São Paulo, onde estuda pintura, modelagem e escultura, e gravura com Francesc Domingo Segura, em 1956 e 1957, formando-se em 1958. Especializa-se na gravura em metal, que, paralelamente à carreira artística, vai ensinar durante muitos anos no Curso de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, onde fez mestrado em 1980 e doutorado em 1991.
João Luiz Musa (1951) é graduado em Engenharia pela Escola Politécnica (EP), mestre e doutor em Artes pela ECA, onde é professor livre-docente responsável pela área de fotografia junto ao departamento de Artes Visuais na mesma escola.
Marco Buti (1953). Nascido na Itália, reside no Brasil desde 1962. Professor titular na ECA desde 2017, graduou-se em Artes Plásticas, obteve mestrado e doutorado na mesma escola.
Lucas Eskinazi (1990) é artista e professor. Tem como primeira formação Letras na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e Cinema (AIC). É mestre em artes pela ECA, onde cursa atualmente o doutorado.
Rafael Aguaio (1992), artista e professor, tem sua prática artística no centro de São Paulo, onde nasceu e vive. Em 2015, ganhou o prêmio de artes visuais do 23º Nascente USP com a série fotográfica Litoral.
O curador
Claudio Mubarac (1959). Professor titular da ECA desde 2004, graduou-se em Artes Plásticas e obteve seu doutorado em 1998, na mesma escola. Entre 1985 e 2003, foi professor de gravura na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e orientador do Atelier de Gravura do Museu Lasar Segall.
Serviço
Exposição São Paulo cidade, sinais, manchas e sombras
Artistas: Evandro Carlos Jardim, João Luiz Musa, Marco Buti, Lucas Eskinazi, Rafael Aguaio
Curadoria: Claudio Mubarac
Abertura: 3 de abril – a partir das 18 horas
Onde: Centro MariAntonia – Edifício Joaquim Nabuco
Rua Maria Antônia, 258 – Vila Buarque – São Paulo, SP (próximo às estações Higienópolis e Santa Cecília do metrô)
Quando: De 3 de abril a 29 de junho de 2025
Visitação: Terça a domingo, e feriados, das 10h às 18h
Quanto: Grátis
Informações: (11) 3123-5202