Exposição sobre funk é suspensa após denúncia de Tenente Coimbra

A exposição sobre funk no Museu da Língua Portuguesa foi suspensa após denúncia do deputado Tenente Coimbra ao Ministério Público

Crédito: Divulgação

A exposição “Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade, em cartaz no Museu da Língua Portuguesa, na capital paulista, teve suas visitações suspensas no último domingo (31/5). A interrupção ocorre após uma denúncia formalizada em maio pelo deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP) junto ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP), na qual o parlamentar acusava a mostra de promover a “narcocultura” em um equipamento público. Inicialmente, o encerramento do evento estava previsto para agosto.

Investigação e questionamentos sobre o conteúdo da mostra

Membro da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Tenente Coimbra acionou a Promotoria paulista após realizar uma vistoria presencial no museu. Segundo o parlamentar, a fiscalização identificou conteúdos que faziam apologia ao tráfico de drogas, faziam a normalização de organizações criminosas e promoviam a sexualização de jovens.

Na avaliação do deputado, tais mensagens são incompatíveis com a função educativa de uma instituição mantida com recursos do governo estadual e frequentemente visitada por famílias e excursões escolares. Entre os itens questionados na representação, estavam painéis com referências a entorpecentes, armas de fogo, letras de músicas que faziam menção a fugas policiais e imagens consideradas inadequadas para menores de idade.

Cobrança de explicações e posicionamento oficial

Além de recorrer ao Ministério Público, o deputado Tenente Coimbra acionou formalmente a IDBrasil — organização social responsável pela gestão do Museu da Língua Portuguesa — e encaminhou pedidos de esclarecimento à Secretaria de Estado da Cultura, Economia e Indústria Criativas. O objetivo é apurar quais foram os critérios técnicos e institucionais utilizados para a aprovação e o financiamento da mostra.

“Desde o início, alertamos que aquela exposição ultrapassava qualquer limite razoável. O que estava sendo apresentado ao público não era apenas uma manifestação cultural, mas uma tentativa de normalizar o tráfico de drogas, a criminalidade e a erotização precoce. Felizmente, a atuação de nosso mandato impediu que este conteúdo continuasse sendo exibido por mais meses. E isso, que fique claro, não tem nada a ver com censura. Tem a ver com bom senso”, declarou Tenente Coimbra.

Próximos passos e a fiscalização de recursos públicos

O encerramento antecipado da mostra gerou debate público sobre as fronteiras entre a liberdade de manifestação artística, a responsabilidade institucional e o uso de verbas estatais na cultura. Para o parlamentar, a suspensão representa uma resposta direta aos anseios de rigor na aplicação do dinheiro público.

O gabinete de Tenente Coimbra informou que continuará a monitorar o andamento da representação protocolada no MP-SP, bem como as respostas dos requerimentos enviados ao Poder Executivo estadual.

“Esta vitória demonstra que a sociedade está atenta. Quando identificamos irregularidades ou abusos, temos o dever de agir. Seguiremos fiscalizando, a fim de garantir que equipamentos culturais públicos cumpram sua missão institucional e respeitem as famílias paulistas”, concluiu Tenente Coimbra.

  • Publicado: 05/06/2026 14:27
  • Alterado: 05/06/2026 14:27
  • Autor: Gabriel de Jesus
  • Fonte: Tenente Coimbra