Exposição Black Queens no Shopping Praça da Moça inclui novas atrações

A mostra de arte cultura Black Queens das artistas e irmãs Marisa e Elvira Brito, do Ateliê Las Hermanas, fica em cartaz no Shopping Praça da Moça, em Diadema, até 24 de setembro

Crédito: divulgação

A mostra de arte cultura Black Queens das artistas e irmãs Marisa e Elvira Brito, do Ateliê Las Hermanas, fica em cartaz no Shopping Praça da Moça, em Diadema, até 24 de setembro.

A exposição, que reúne uma grande variedade de peças inéditas inspiradas em tradições da cultura africana, como as bonecas Abayomi* e uma coleção inédita intitulada “Espelhos”, promete ficar ainda mais movimentada com a programação cultural que começa neste final de semana.

As atrações são gratuitas e acontecem no espaço expositivo, no Piso Araucária, confira:

09. 09, sábado, às 17h: Show Ana na Cacimba

A cantora e compositora Aninha Assis, com o seu projeto “Ana na Cacimba”, celebra a ancestralidade afro-indígena brasileira. Segundo a artista, trata-se de um projeto para mostrar a cultura popular com apenas voz e percussão, por meio de releituras de músicos conhecidos, canções de domínio público e composições próprias, reunindo a linguagem poética das cirandas, coco, ijexás e cantos de lavadeiras.

10.09, domingo, às 17h: Banda “Um Nome Pra Nós”

Formada por jovens do ensino médio, de Diadema, a banda interpreta uma seleção de MBP e músicas autorais, acompanhada por violão e percussão.

Próximas atrações da Mostra de Arte e Cultura Black Queens:

16.09, sábado, às 17h: Roda de Conversa: “Cabelo bom, cabelo ruim: linguagens que escondem e revelam o racismo no Brasil”, com as professoras da Universidade Metodista Lídia Maria de Lima e Claudia Cézar. Participação da trancista Aline Bispo.

17.09, domingo, às 15h: Oficina de turbantes coma  artista Lilia Reis. Aula aberta de Samba Rock do Coletivo 127.

23.09, sábado, às 17h: Apresentação de Dança Circular com as educadoras Graça Baruzzi, Regiane Dias e Fátima Correia.

24.09, domingo, às 17h: Intervenções poéticas com Mayara Silva de Souza.

*Sobre as bonecas Abayomi:

Para acalentar seus filhos durante as terríveis viagens a bordo dos tumbeiros – navios de pequeno porte que realizavam o transporte de escravos entre África e Brasil – as mães africanas rasgavam retalhos de suas saias e a partir deles criavam pequenas bonecas, feitas de tranças ou nós. As bonecas, símbolos de resistência, ficaram conhecidas como Abayomi, termo que significa ‘Encontro Precioso’. Sem costura alguma (apenas nós ou tranças), a Abayomi não possuia demarcação de olho, nariz ou boca, de forma que as múltiplas etnias africanas fossem reconhecidas em cada boneca.