Expectativa para o PIB sobe de 1,97% para 1,98%
Selic pode subir para 15% até dezembro
- Publicado: 13/02/2026
- Alterado: 14/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Teatro Liberdade
O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (14) em Brasília, trouxe uma atualização otimista sobre o crescimento da economia brasileira. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 foi ajustada de 1,97% para 1,98%. Esta pesquisa, realizada semanalmente pelo Banco Central (BC), reflete as expectativas de instituições financeiras quanto aos principais indicadores econômicos.
Para os anos seguintes, a projeção do PIB também foi revisada. Em 2026, a expectativa de crescimento passou de 1,6% para 1,61%. O mercado financeiro antecipa que a economia continuará sua trajetória de expansão com previsões de 2% para 2027 e 2028.
No que diz respeito ao desempenho recente da economia, o ano de 2024 registrou um crescimento robusto de 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de alta e a maior expansão desde 2021, quando o PIB cresceu 4,8%.
Sobre as taxas de câmbio, a previsão é que o dólar encerre 2025 cotado a R$ 5,90, subindo para R$ 5,97 até o final de 2026.
Perspectivas de Inflação
A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, foi mantida em 5,65% para o ano de 2025. Para os anos subsequentes, as previsões são de inflação em 4,5% para 2026 e em torno de 4% e 3,79% para 2027 e 2028, respectivamente. É importante ressaltar que a estimativa para 2025 ultrapassa o teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é fixada em 3%, com uma margem de tolerância de até 1,5 ponto percentual.
No último mês de março, a inflação foi registrada em 0,56%, impulsionada principalmente pelos preços dos alimentos. Apesar desse aumento pontual, o IPCA apresentou uma desaceleração em relação ao mês anterior (fevereiro), quando registrou um índice mais elevado de 1,31%. No acumulado dos últimos doze meses até março, a inflação alcançou um total de 5,48%.
Taxa Selic e Política Monetária
A taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 14,25% ao ano, é uma ferramenta crucial utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação. Em resposta ao aumento dos preços dos alimentos e da energia e às incertezas no cenário econômico global, o BC decidiu aumentar a Selic em mais um ponto percentual na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcando o quinto aumento consecutivo em um ciclo voltado para a contração monetária.
No comunicado emitido após a reunião do Copom, foi destacado que a economia brasileira está demonstrando sinais de aquecimento, embora haja indícios de uma moderação na sua expansão. O Banco Central continua preocupado com os índices inflacionários e alerta para os riscos associados à inflação nos serviços. O Copom também comunicou que pretende aumentar a Selic em uma magnitude menor na próxima reunião agendada para maio e não forneceu indicações sobre as reuniões futuras.
A previsão do mercado financeiro indica que até dezembro deste ano a taxa básica pode subir para 15% ao ano. As estimativas para os anos seguintes são que ela diminua gradualmente: previsão de 12,5% ao ano em 2026; 10,5% em 2027; e alcance os 10% ao ano em 2028.
O aumento da Selic visa conter uma demanda excessiva na economia. Contudo, juros mais altos encarecem o crédito e podem impactar negativamente na atividade econômica. Por outro lado, reduções na taxa tendem a tornar o crédito mais acessível e estimular tanto a produção quanto o consumo.