Executivo propõe plano para Brasil crescer 5% ao ano

Com foco na transição de uma economia de consumo para uma de investimento, o plano busca reverter décadas de baixo dinamismo econômico

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O engenheiro, advogado e executivo Mário Oliveira Filho apresentou o projeto econômico “Plano Brasil Real II – 40 anos em 4”. A tese central sustenta que, para reverter o baixo dinamismo das últimas quatro décadas, período em que o país cresceu apenas 2,3% ao ano em média, o Brasil precisa estabilizar sua expansão econômica em um patamar superior a 5% ao ano.

O plano baseia-se na experiência de Oliveira Filho em projetos de infraestrutura no Brasil, Europa e Estados Unidos, diagnosticando que a atual estagnação é fruto da baixa taxa de investimento e da ineficiência crônica na execução de projetos públicos e privados.

Eixos do Planejamento Econômico

Economia - Metas/ Brasil
(Imagem: Freepik)

A proposta defende uma mudança estrutural no modelo de crescimento, priorizando os seguintes pontos:

  • Taxa de Investimento: O plano prevê elevar os investimentos de 16,8% para 25% do PIB, índice considerado necessário para sustentar o avanço da capacidade produtiva.
  • Eficiência na Execução: Diagnostica a dificuldade institucional do país em entregar obras no prazo e na escala planejada. O objetivo é fortalecer a gestão de projetos para reduzir o tempo entre o planejamento e o resultado concreto.
  • Segurança Jurídica: Criação de um ambiente regulatório previsível para atrair investidores de longo prazo em setores de capital intensivo, como petróleo, saneamento e logística.

Redução de Custos e Qualificação

Oliveira Filho aponta que a competitividade nacional é limitada pelo “Custo Brasil”, estimado em R$ 1,7 trilhão. Para mitigar esse impacto, o plano propõe:

  1. Redução da Carga Tributária: Diminuição gradual de impostos para estimular o setor produtivo.
  2. Infraestrutura Energética: Expansão da rede para baratear custos operacionais da indústria.
  3. Educação Técnica: Fortalecimento da formação profissionalizante via Sistema S e institutos federais, visando aumentar a produtividade da mão de obra.

O problema brasileiro não está na formulação de projetos, mas na execução. O país não consegue entregar com previsibilidade e escala, o que impede o investimento de se transformar em produtividade“, avalia o executivo.

  • Publicado: 14/04/2026 13:10
  • Alterado: 14/04/2026 13:10
  • Autor: Daniela Ferreira
  • Fonte: Assessoria