Ex-policiais recebem penas severas por morte de Genivaldo Santos

Justiça traz alívio para família e destaca necessidade de protocolos humanitários na segurança.

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Na última semana, a Justiça Federal de Sergipe condenou três ex-agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) pelo envolvimento na morte de Genivaldo de Jesus Santos. O caso, ocorrido em maio de 2022 na cidade de Umbaúba, a 101 km de Aracaju, resultou em penas severas para os réus após um julgamento que se estendeu por 11 dias.

Genivaldo, que tinha 38 anos e era diagnosticado com esquizofrenia, morreu após uma abordagem policial em que foi imobilizado e exposto a gases tóxicos no porta-malas de uma viatura. Paulo Rodolpho Lima Nascimento recebeu a sentença mais pesada, com 28 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. Já Kléber Nascimento Freitas e William de Barros Noia foram condenados a 23 anos, um mês e nove dias por tortura seguida de morte.

Durante o julgamento, as defesas argumentaram que não houve intenção de matar e que as ações seguiram protocolos operacionais. Entretanto, a acusação destacou o uso excessivo de força. As defesas também contestaram os laudos periciais, alegando falta de entendimento sobre abordagens policiais.

O caso gerou forte comoção pública e foi acompanhado por familiares da vítima, que buscavam justiça. A irmã de Genivaldo expressou a dor e a esperança de que os responsáveis fossem punidos, enquanto a mãe lamentou a perda irreparável do filho.

A decisão judicial reflete um marco importante na responsabilização por abusos policiais no Brasil, reforçando a necessidade de protocolos claros e humanitários em ações das forças de segurança. Este veredito é visto como um passo significativo em direção à justiça para vítimas de violência policial.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 07/12/2024
  • Fonte: Multiplan MorumbiShopping