Ex-ministro Augusto Heleno defende sua absolvição no STF
Afirma que todas as condutas atribuídas a ele ocorreram no exercício legítimo do cargo de ministro do GSI e dentro da lei ...
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 13/08/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Em sua defesa apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 13 de agosto de 2025, Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), reafirmou que não cometeu nenhuma infração e solicitou a sua absolvição no processo que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado.
A equipe jurídica de Heleno argumentou que não existem evidências concretas que demonstrem sua participação ou apoio a ações destinadas à desestabilização institucional. Segundo os advogados, as acusações se baseiam em suposições infundadas e carecem de substância probatória.
No documento apresentado, Heleno enfatizou que todas as ações que lhe foram atribuídas ocorreram dentro do exercício legítimo de seu cargo como ministro do GSI e respeitando rigorosamente a legislação e a Constituição Federal. A defesa destacou que suas atividades foram pautadas pelo cumprimento das atribuições institucionais previstas.
Próximos Passos do Processo
Com a apresentação das alegações finais, o caso agora segue para a fase de elaboração do relatório pelo relator do processo, ministro Alexandre de Moraes. Este relatório terá a função de sintetizar o andamento do processo, organizar as provas apresentadas e incluir o voto do relator sobre a recomendação de absolvição ou condenação dos réus. Não há um prazo estabelecido para a conclusão dessa etapa.
Uma vez finalizado, o relatório será encaminhado à 1ª Turma do STF, que conta com a participação dos ministros Cármen Lúcia, Flávio Dino, Luiz Fux e Cristiano Zanin, este último responsável por agendar a data da sessão de julgamento. No dia designado para a deliberação, o relator apresentará seu relatório, seguido das considerações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e das manifestações das defesas, que terão até uma hora para se pronunciar. Posteriormente, os ministros procederão com suas votações.