Ex-fuzileiro naval pega prisão perpétua por morte de autor de "Sniper Americano"
O ex-fuzileiro-naval Eddie Ray Routh foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de Chris Kyle, autor da autobiografia "American Sniper" e de Chad Littlefield
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 16/08/2023
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O veredito foi dado depois de um júri do Texas ter rejeitado a tese da defesa de que o réu sofre de insanidade.
Após duas semanas de julgamento, durante as quais os jurados ouviram testemunhos sobre o comportamento instável de Routh, o que incluiu declarações sobre anarquia, apocalipse e híbridos entre porcos e humanos, o réu foi condenado na noite de terça-feira pelas mortes de Kyle e Chad Littlefield num campo de tiro do Texas, dois anos atrás.
Routh não manifestou qualquer reação quando o juiz divulgou sua sentença de prisão perpétua, sem liberdade condicional. O veredicto encerrou um julgamento cheio de emoções, no qual os promotores apresentaram Routh, de 27 anos, como um problemático usuário de drogas que sabia distinguir o certo do errado, apesar de ter problemas psiquiátricos.
Advogados de defesa disseram que ele sofre de esquizofrenia e que teve um surto psicótico quando fez os disparos que mataram as vítimas. Embora as testemunhas e provas mostrassem as estranhas declarações de Routh e trouxessem referências à sua insanidade, ele confessou o crime várias vezes, pediu desculpas por eles e tentou fugir do local após os disparos.
“Você tirou a vida de dois heróis, homens que tentaram ser seus amigos”, disse Chad Littlefield, meio irmão de Jerry Richardson, a Routh após o veredicto. “Você se tornou uma desgraça norte-americana.”
O julgamento de Routh atraiu grande interesse, em parte por causa do filme baseado nas memórias de Kyle sobre os quatro períodos de combate no Iraque. No Brasil, o filme, dirigido por Clint Eastwood, recebeu o título de “Sniper Americano”.
Os jurados tinham três opções de veredicto: considerar Routh culpado por homicídio, considerá-lo inocente ou inocentá-lo por razão de insanidade. Caso fosse considerado inocente por problemas mentais, o tribunal iniciaria os procedimentos para interná-lo num hospital psiquiátrico estatal.
Familiares dizem que Routh sofre de estresse pós-traumático por ter servido no Iraque e no Haiti, após o devastador terremoto de 2010. A defesa de Routh afirmou que vai apelar da condenação.
Um psicólogo forense testemunhou que Routh não é legalmente insano e deu a entender que ele pode ter adotado algumas ideias de programa de televisão. Segundo o doutor Randall Price, Routh sofre de uma desordem paranoica que piorou com o uso de álcool e maconha. Ele chamou seu problema de “psicose induzida pela maconha”.