Ex-chanceler da Colômbia acusa Gustavo Petro e expõe crise no governo
Álvaro Leyva aponta suposta dependência química do presidente e acusa aliados de manipular decisões durante a gestão
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 24/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O cenário político da Colômbia se torna cada vez mais conturbado, especialmente com a aproximação das eleições presidenciais no próximo ano. Recentemente, Álvaro Leyva, ex-chanceler do presidente Gustavo Petro, fez graves acusações em uma carta publicada em suas redes sociais. Leyva afirma que Petro enfrenta problemas com dependência química e menciona um episódio em que o presidente teria desaparecido durante uma viagem oficial a Paris, ocorrida em junho de 2023.
A missiva de Leyva não apenas ressalta as dificuldades enfrentadas pelo presidente, mas também revela um ambiente político polarizado, onde as tensões entre aliados e opositores estão em alta. Os apoiadores de Petro defendem seu direito à privacidade, enquanto críticos clamam por transparência e exigem que ele se submeta a testes para comprovar o uso de substâncias ilícitas.
“Foi em Paris que tive a confirmação do seu problema de dependência química. O que poderia eu ter feito? Eu era inferior. Deveria ter me aproximado e ajudado”, declarou Leyva na carta. Ele foi o primeiro chanceler nomeado por Petro ao assumir o cargo em agosto de 2022, mas deixou o governo em maio do ano passado após um escândalo relacionado à emissão de passaportes.
Aliados do governo também são alvo de críticas
Com 82 anos, Leyva agora faz críticas abertas ao presidente, apontando episódios de impontualidade e outras falhas de conduta. “Seus desaparecimentos, chegadas tardias e descumprimentos inaceitáveis continuam sendo registrados”, afirmou o ex-chanceler.
A carta também menciona abusos de poder por parte do presidente e critica membros próximos de sua equipe, acusando-os de “sequestrar” Petro. Entre os alvos estão Ricardo Roa, presidente da Ecopetrol, Armando Benedetti, chefe de Gabinete, e Laura Sarabia, atual chanceler. As disputas internas no governo têm gerado descontentamento e divisões visíveis.
Presidente responde e nega acusações
Em resposta às alegações, Gustavo Petro utilizou suas redes sociais para rebater as acusações feitas por Leyva. O presidente argumentou que estava acompanhado de suas filhas e netas durante sua estadia em Paris e defendeu que seu verdadeiro vício é o amor pela família. “Paris é uma cidade repleta de interesses que vão muito além do comum”, justificou.
O episódio em questão aconteceu durante a Cúpula para um Novo Pacto Financeiro Global, onde jornalistas se mostraram surpresos com a extensão inesperada da viagem do presidente. Essa prorrogação foi inicialmente atribuída a uma reunião com diretores da empresa Rafale, que segundo Leyva não ocorreu. Ele criticou a situação como embaraçosa tanto para si quanto para a administração do presidente.
A série de crises enfrentadas por Gustavo Petro revela não apenas a fragilidade de sua posição política, mas também como a dinâmica interna do governo pode impactar seu futuro no cargo.