Exposição Cazuza Exagerado
Mostra imersiva reúne 11 salas que recriam, em cenários visuais e sonoros, a trajetória de Cazuza — da infância ao legado na música e na cultura pop
Evento
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ESTREIA:
22/12/2025 10:00 -
ENCERRAMENTO:
31/01/2026 20:00 -
CIDADE:
São Paulo-SP -
ESTABELECIMENTO:
Shopping Eldorado
As onze salas da mostra foram concebidas para criar uma narrativa visual e sonora da vida de
Cazuza. A exposição percorre diferentes momentos da vida e da carreira do artista, respeitando o
desenho originalmente apresentado no Rio de Janeiro e ampliando detalhes expositivos na versão
paulistana.

Na Sala 1 — Agenor Caju, o visitante tem contato com o ambiente familiar, os primeiros anos
escolares e os encontros iniciais com o teatro e o circo — experiências que moldaram a
personalidade inquieta do artista desde cedo. Roupas e brinquedos do bebê, documentos, fotos
feitas por Cazuza e desenhos, réplicas do diário e da caderneta escolar do garoto, que podem ser
manuseadas pelo público, entre muitos outros itens, compõem a sala.
A Sala 2 — Maior Abandonado mergulha nos anos iniciais da trajetória musical, destacando sua
atuação como vocalista do Barão Vermelho. Registros de shows, imagens de bastidores e materiais
originais dos três álbuns gravados com a banda ajudam a compor o retrato de um período de
efervescência criativa e descobertas.
A fase solo da carreira é abordada na Sala 3 — Eu Sou Manchete Popular / Álbuns Solo, por
meio de uma cenografia interativa que exibe críticas, matérias e imagens raras preservadas ao
longo das décadas. A ambientação sonora e visual dá corpo à transformação de Cazuza,
permitindo ao visitante ver itens pessoais como o mural de seu quarto, seus óculos, a escrivaninha
e a máquina de escrever de onde saíram suas canções, manuscritos de letras, roupas e objetos
pessoais.

A Sala 4 — Viva o Chacrinha, Viva o Palhaço recria o clima irreverente de suas participações no
programa do Velho Guerreiro, com luzes e elementos cênicos, incluindo projeções que aproximam
o artista e o apresentador do público em uma interação inesperada.
A Sala 5 — Cazuza por Toda Parte amplia essa dimensão midiática em um ambiente audiovisual
que sincroniza trilhas e imagens animadas por inteligência artificial em painéis e monitores. O efeito
é o de um fluxo contínuo de memórias, como se o visitante transitasse pelas múltiplas camadas da
presença cultural de Cazuza ao longo do tempo, por meio dos principais registros fotográficos de
sua trajetória.
Os últimos anos de vida também são abordados com sensibilidade. A Sala 6 — Caravana do
Delírio recria a famosa veraneio preta com a qual Cazuza cruzava o Rio de Janeiro ao lado dos
amigos, no período em que já estava doente. Projeções ao volante e fotos de encontros com amigos
e família criam uma atmosfera intimista e comovente. Um álbum de fotos pode ser manuseado e
também são exibidos os troféus e mais uma máquina de escrever que o acompanhou até o fim.

As Salas 7/8 — Camarim e o Canecão / O Tempo Não Para reconstroem o camarim e o palco do
último show no Canecão e propõem uma imersão no repertório do disco ao vivo que marcou sua
maturidade artística. A cenografia evoca a força das apresentações finais, revelando um artista
consciente do tempo e de sua urgência. Seu icônico terno branco, um disco de ouro, fotos com
grandes artistas da MPB, a polêmica bandeira do Brasil e o emocionante holograma do artista
cantando no palco do Canecão também são conferidos nessas salas.
Na Sala 9 – Poesia, o poema Cineac Trianon é declamado por artistas que interpretaram Cazuza
no cinema e no teatro: “Morro de medo de solidão/ a que certos intelectuais precisam se entregar/
para produzir alguma coisa mais ou menos profunda/ Ficar um dia sozinho me leva à loucura/
convívio social também/ Ao mesmo tempo eu temo a loucura e/ vou vivendo assim/ feito uma bola
entre duas raquetes de/ frescobol”.
No trecho final do percurso, a Sala 10 — Na Mídia, na Novidade Média, traz vitrines de filmes em
que teve participações e fachadas icônicas da vida cultural que eram frequentadas por Cazuza —
como a Galeria Alaska e a Pizzaria Guanabara. Esses espaços são recriados com projeções de
vídeos, novelas e clipes, contextualizando sua presença marcante na cultura pop nacional.
Fechando a experiência, a última sala da exposição, a Sala 11 — Eu Ando Muito Bem
Acompanhado simula o salão da Pizzaria Guanabara, onde o público escolhe personagens reais
da vida de Cazuza para “conversar” por meio de depoimentos em vídeo — como Ney Matogrosso,
Gilberto Gil, Caetano Veloso, Frejat, Bebel Gilberto, Fernanda Montenegro, Pedro Bial e Sandra de
Sá.

“Cada sala foi pensada para provocar emoção, como se o público caminhasse pelos bastidores da
vida e da obra de Cazuza”, resume o curador Ramon Nunes Mello.
A exposição também contará com uma loja oficial com produtos inspirados na obra e na imagem
do artista, incluindo vinis, camisetas, azulejos decorativos, pins e outros itens exclusivos.
Datas
- Estreia: 22/12/2025 10:00
Adicionais:
- 13/02/2026 10:00
- 14/02/2026 10:00
- 15/02/2026 14:00
- 16/02/2026 10:00
- 17/02/2026 10:00
- 18/02/2026 10:00
- 19/02/2026 10:00
- 20/02/2026 10:00
- 21/02/2026 10:00
- 22/02/2026 14:00
- 23/02/2026 10:00
- 24/02/2026 10:00
- 25/02/2026 10:00
- 26/02/2026 10:00
- 27/02/2026 10:00
- 28/02/2026 10:00
- Encerramento: 31/01/2026 20:00
Local
- Estabelecimento: Shopping Eldorado
- Endereço:
- Av. Rebouças, 3970
- Pinheiros
- São Paulo-SP
Informações
- Gênero: Exposição
- Classificação: 14 anos
- Detalhes:
Horário especial de fim de ano 22/12 e 23/12 — 10h às 22h15 (última sessão), fechamento às 23h 24/12 — 10h às 16h15 (última sessão), fechamento às 17h 31/12 — 10h às 15h15 (última sessão), fechamento às 16h Dias 25/12 e 01/01 — fechado
Ingressos