EUA pressionam Argentina a cortar Swaps em meio a negociações com o FMI
EUA pressionam Argentina a cortar swaps cambiais, gerando preocupações sobre a estabilidade econômica e relações com a China. O que vem a seguir?
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 10/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Na última semana, durante as conversas em andamento com o Fundo Monetário Internacional (FMI), Mauricio Claver-Carone, representante do Departamento de Estado dos Estados Unidos para a América Latina, manifestou o desejo de Washington de que o governo argentino realizasse cortes nos swaps cambiais.
O economista chefe da Fundação Geo, Jose Lezama, comentou sobre a declaração de Claver-Carone, destacando que ela está em consonância com a política externa adotada pelo governo Trump, especialmente em sua estratégia de contenção ao governo chinês. “A Argentina não pode se dar ao luxo de implementar essa sugestão [de encerrar os swaps] uma vez que mantém laços significativos com a China em diversas áreas. Ademais, os swaps são cruciais para preservar os níveis das reservas internacionais do país, que atualmente variam entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões”, afirmou Lezama.
A posição dos Estados Unidos levanta questões sobre as implicações econômicas e políticas para a Argentina, que busca equilibrar suas relações internacionais enquanto enfrenta desafios financeiros internos. A proposta de corte nos swaps poderia impactar diretamente a estabilidade econômica do país, dificultando ainda mais sua recuperação em um cenário global incerto.