EUA encerram escritório de diplomacia climática e podem ficar fora da COP30

A ausência da maior economia mundial nas negociações climáticas levanta preocupações entre líderes globais e ambientalistas.

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Na última sexta-feira, o governo dos Estados Unidos anunciou o encerramento do escritório dedicado à diplomacia climática no Departamento de Estado.

A medida pode significar a ausência do país na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro, em Belém do Pará, Brasil.

Justificativa ideológica

Segundo representantes da administração Trump, o fechamento foi motivado por uma mudança de diretriz nas relações internacionais. “Não participaremos de iniciativas que não estejam alinhadas com os valores americanos”, afirmou um porta-voz do Departamento de Estado.

A decisão marca um afastamento da diplomacia ambiental, tradicionalmente exercida por governos anteriores.

Trump retoma postura contrária ao Acordo de Paris

Desde seu retorno à presidência, Donald Trump tem reafirmado a intenção de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris — tratado global que visa limitar o aquecimento do planeta a menos de 2°C em relação aos níveis pré-industriais.

A possível saída do pacto representa um revés significativo para os esforços internacionais no combate às mudanças climáticas.

Impacto global

A ausência da maior economia mundial nas negociações climáticas levanta preocupações entre líderes globais e ambientalistas.

A expectativa é de que a retirada dos Estados Unidos possa comprometer a eficácia dos compromissos assumidos por outros países, além de enfraquecer a liderança internacional na busca por soluções sustentáveis.

  • Publicado: 20/01/2026
  • Alterado: 20/01/2026
  • Autor: 25/04/2025
  • Fonte: Farol Santander São Paulo