EUA apreendem navio na costa da Venezuela, saiba mais
Segunda apreensão em dez dias ocorre após os EUA decretarem bloqueio total a petroleiros
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 20/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
A tensão no Mar do Caribe atingiu um novo patamar de gravidade neste sábado (20). Autoridades dos EUA confirmaram a interdição e apreensão de um navio-tanque na costa da Venezuela, operado em águas internacionais. A ação é um desdobramento direto da ordem executiva do governo dos Estados Unidos, que na última terça-feira (16) decretou um bloqueio naval rigoroso contra qualquer embarcação sancionada que transporte petróleo venezuelano para fora do país.
A operação foi liderada pela Guarda Costeira dos Estados Unidos e faz parte de uma mobilização militar sem precedentes na região. Fontes oficiais dos EUA em Washington afirmam que o objetivo é asfixiar financeiramente o regime de Nicolás Maduro, impedindo que o petróleo bruto — principal fonte de receita da nação — chegue a mercados internacionais por meio de rotas monitoradas pelos norte americanos.
Bloqueio dos EUA trava 11 milhões de barris e derruba exportações
O impacto do cerco naval dos EUA já é sentido nos indicadores econômicos globais. Desde a primeira grande apreensão realizada pela Marinha dos Estados Unidos em 10 de dezembro, as exportações de petróleo da Venezuela sofreram uma queda drástica. Levantamentos apontam que aproximadamente 11 milhões de barris de óleo estão parados em navios-tanque na costa, com comandantes hesitando em navegar para águas internacionais pelo risco real de confisco por parte dos Estados Unidos.
Especialistas alertam que, se o embargo imposto persistir, a retirada de quase 1 milhão de barris por dia da oferta global pode provocar uma disparada nos preços internacionais. Enquanto isso, as forças dos país estadunidense mantêm a chamada “frota sombria” sob vigilância constante com drones e radares de alta precisão operados pelos EUA.
Reação de Caracas e o poderio militar dos EUA
Em Caracas, a reação de Nicolás Maduro foi de forte condenação às manobras de Donald Trump. O governo chavista classificou as apreensões como atos de “pirataria internacional” praticados pelos Estados Unidos. Maduro ordenou escolta militar para seus navios e acusou os EUA de usarem o pretexto das sanções para tentar uma mudança forçada de regime e tomar o controle das maiores reservas de petróleo bruto do mundo.
A retórica vinda dos Estados Unidos, no entanto, permanece agressiva. Em declarações recentes, o presidente Donald Trump não descartou ataques terrestres e afirmou que o regime venezuelano deve “ficar esperto”. O reforço militar dos norte-americanos na região conta com o porta-aviões USS Gerald R. Ford, simbolizando que os EUA não pretendem recuar da estratégia de pressão máxima.
Opinião pública e a estratégia dos EUA
Apesar da demonstração de força, a estratégia adotada pelo país divide a opinião pública interna. Pesquisas recentes indicam que 48% dos americanos se opõem a ataques militares contra barcos, enquanto 67% dos apoiadores do governo americano aprovam as medidas drásticas.
A apreensão deste sábado coloca a diplomacia em alerta máximo. Com o espaço aéreo e marítimo sob monitoramento intensivo dos Estados Unidos o final de 2025 desenha-se como um dos períodos mais instáveis da história das relações entre os EUA e a Venezuela, com o risco de um conflito direto pairando sobre as águas do Caribe.