EUA anunciam tarifas de 10% sobre importações, atingindo principalmente a UE e a China
Trump anuncia tarifa de 10% sobre importações, gerando tensão global; medidas podem elevar preços e impactar economia dos EUA e do mundo.
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 02/04/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Multiplan MorumbiShopping
Na última quarta-feira (02/04), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou a implementação de uma tarifa básica de 10% sobre todos os produtos importados pelo país. Esta medida, que inclui bens provenientes do Brasil, será ainda mais severa em relação à União Europeia e à China, com taxas estabelecidas em 20% e 34%, respectivamente. A nova política tarifária afetará cerca de 60 nações.
Trump argumenta que essa iniciativa visa fortalecer a produção interna americana e aumentar a arrecadação do governo. No entanto, especialistas temem que tais tarifas possam intensificar a inflação e acirrar a guerra comercial já em andamento desde seu retorno ao cargo.
A tarifa geral começará a valer no próximo sábado, enquanto as taxas adicionais para outros países entrarão em vigor no dia 9 de abril.
A decisão marca uma mudança significativa nas políticas comerciais dos EUA, erguendo barreiras que desafiam décadas de liberalização econômica global. A reação imediata nos mercados financeiros foi negativa, resultando em queda nas ações americanas após o anúncio.
Durante um evento realizado no Jardim das Rosas da Casa Branca, Trump declarou: “Hoje é nossa declaração de independência”. Ele enfatizou que a data de 2 de abril de 2025 ficará marcada como um ponto crucial para o renascimento da indústria americana.
O presidente apresentou um cartaz destacando as chamadas “tarifas recíprocas”, criadas como resposta às tarifas impostas sobre produtos americanos em outros países. Esses percentuais foram calculados por consultores da Casa Branca levando em consideração a taxa de câmbio e outras barreiras comerciais.
Segundo Trump, nações que desejam evitar essas tarifas precisarão revisar suas políticas comerciais, eliminando tarifas existentes e não manipulando suas moedas, além de se comprometerem a adquirir produtos americanos no valor de dezenas de bilhões de dólares.
A Fitch Ratings apontou que com o novo anúncio, as tarifas sobre importações nos EUA aumentaram significativamente, passando de 2,5% em 2024 para 22%, um patamar não visto desde 1910. Olu Sonola, chefe de pesquisa econômica da agência, alertou que essa mudança pode impactar não apenas a economia dos Estados Unidos, mas também provocar recessões em várias economias globais.
Atualmente já vigora uma tarifa de 25% sobre aço e alumínio que afeta diretamente os maiores parceiros comerciais dos EUA, incluindo Canadá e México. Além disso, uma tarifa adicional de 20% já havia sido aplicada às importações da China. A partir desta quinta-feira (03/04), os veículos importados também estarão sujeitos a uma tarifa de 25%.
Fontes da Casa Branca indicam que estão sendo consideradas novas tarifas sobre semicondutores, medicamentos e minerais essenciais. No mesmo dia do anúncio das novas tarifas, Trump também assinou um decreto que revoga isenções tarifárias para produtos importados com preço baixo.
A União Europeia manifestou sua insatisfação com as medidas e deve fazer um pronunciamento oficial através da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Enquanto isso, o Congresso brasileiro aprovou um projeto que permite ao governo retaliar comercialmente contra países que impuserem barreiras comerciais ou ambientais contra produtos brasileiros.
O ministro alemão das Finanças, Jörg Kukies, comentou que as tarifas poderão impactar severamente os consumidores americanos ao encarecer os automóveis no país, inclusive aqueles fabricados por montadoras alemãs localizadas nos EUA. Ele também destacou a disposição dos alemães para negociar com os EUA e sugeriu a criação de uma zona de livre comércio entre as duas regiões como uma solução viável.
Economistas têm expressado preocupações sobre os efeitos das novas tarifas na economia global. A série de sanções comerciais já está causando instabilidade nos mercados financeiros e levando à perda significativa no valor das ações nas últimas semanas. Com o aumento das tarifas, o custo de vida nos EUA poderá disparar devido à transferência desses custos para os consumidores finais.
As incertezas geradas por estas medidas estão afetando a atividade industrial mundial enquanto muitos consumidores aceleram suas compras antes do aumento previsto nos preços.