Etecs e Fatecs desenvolvem tecnologias que dão autonomia a cegos
Alunas da Etec, de Novo Horizonte, e da Fatec Campinas apresentam equipamentos de detecção de obstáculo
- Publicado: 15/01/2026
- Alterado: 16/12/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Fever
No dia 13 de dezembro, o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual reforçou a necessidade de combater o preconceito e acelerar políticas de inclusão. Com cerca de 7 milhões de brasileiros convivendo com cegueira ou baixa visão (IBGE), a tecnologia surge como uma ponte essencial para a autonomia.
Atentos a essa demanda, estudantes do Centro Paula Souza em Novo Horizonte e Campinas desenvolveram projetos que utilizam inteligência e sensores para transformar a mobilidade urbana.
GuiaVoz: Orientação por áudio e sensores
Na Fatec Campinas, as estudantes Giovana Silva e Maria do Nascimento criaram o GuiaVoz. O sistema funciona acoplado ao braço do usuário e utiliza sensores integrados para mapear o ambiente.
- Como funciona: Identifica obstáculos como escadas, portas e elevadores, enviando alertas em tempo real via fone de ouvido.
- Versatilidade: Além de auxiliar deficientes visuais, o app pode guiar qualquer pessoa em locais desconhecidos, como auditórios e eventos.
- Destaque: O projeto foi validado por usuários com deficiência durante a 16ª Feteps, recebendo aprovação máxima nos testes de campo.
Giglafla: Acessibilidade de baixo custo com Arduino
Na Etec Profª Marinês Teodoro de Freitas Almeida (Novo Horizonte), as alunas Flávia Toledo, Gabriela Clancher e Giulia Bueno focaram na democratização da tecnologia. O projeto Giglafla utiliza a plataforma Arduino e sensores ultrassônicos para detectar buracos e obstáculos.
- Diferencial econômico: Enquanto dispositivos similares no mercado custam cerca de R$ 5 mil, o protótipo das estudantes foi estimado em apenas R$ 300.
- Adaptabilidade: O sistema pode ser futuramente integrado a bengalas, óculos, cintos ou chapéus, utilizando também alertas vibratórios.
O impacto da tecnologia assistiva
Para os orientadores Diogo Robles e Daniel Bruno da Silva, esses projetos provam que a acessibilidade vai além do acesso físico; trata-se de garantir a participação plena na sociedade. A inovação, quando unida à responsabilidade social, torna os espaços mais humanos e preparados para a diversidade.