Estupros caem 26% na capital paulista com novas ações
Fortalecimento da rede de proteção e tecnologia foram essenciais para a redução dos índices criminais
- Publicado: 29/01/2026
- Alterado: 30/11/2025
- Autor: Redação
- Fonte: FERVER
O Governo de São Paulo tem intensificado os investimentos em segurança e políticas públicas focadas na proteção da mulher. Como reflexo dessas medidas, a cidade apresentou uma redução expressiva nos estupros registrados. Desde abril, os índices mostram uma tendência de queda progressiva, alcançando uma diminuição de 26,5% no último mês.
A comparação direta entre os períodos confirma a eficácia das ações recentes. Em outubro do ano passado, foram contabilizados 317 registros, número que caiu para 233 casos neste ano. No acumulado entre janeiro e outubro, as Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) receberam 2.437 denúncias, o que representa uma retração de 3,7% em relação ao ano anterior.
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Feminicídio e rede de proteção
Além dos dados sobre estupros, o balanço da segurança pública detalhou os índices de feminicídio. Em outubro, foram registrados quatro casos na capital. Ao longo de todo o ano, as DDMs investigaram o total de 51 mortes classificadas nessa tipificação criminal.
Para combater esses crimes, o governo estadual aposta no fortalecimento da rede de apoio, com destaque para o programa Cabine Lilás. A iniciativa, operada pela Polícia Militar através do número 190, visa oferecer um atendimento mais humanizado às vítimas de violência doméstica.

Desde sua implementação na capital, em março de 2023, o projeto realizou cerca de 14 mil atendimentos. A ação resultou em 89 prisões em flagrante por descumprimento de medidas protetivas e já está em fase de expansão para o interior do estado.
Infraestrutura e tecnologia no combate ao crime
O estado conta atualmente com 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) territoriais, sendo que 18 delas operam 24 horas por dia. Para ampliar o acesso, foram instaladas salas DDM em plantões policiais estratégicos, permitindo que as vítimas de estupros e outras violências sejam atendidas por videoconferência por equipes especializadas.
A delegada Adriana Liporoni, coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher, ressalta a importância da desburocratização:
“Sabemos que ainda temos muitos casos subnotificados de estupros e outras violências, mas o estado tem ajudado cada vez mais a desburocratizar o processo de denúncia para que a vítima consiga pedir ajuda e interromper esse ciclo de agressão”.
A tecnologia também desempenha um papel central na estratégia de segurança. O aplicativo SP Mulher Segura permite o registro de ocorrências online, facilitando o acesso à justiça. Até outubro, a plataforma foi responsável pela abertura de mais de 1,3 mil boletins.
Outra funcionalidade vital do aplicativo é o botão de pânico, destinado a vítimas com medidas protetivas. A ferramenta já foi acionada mais de 4 mil vezes, garantindo uma resposta rápida das autoridades. O governo mantém ainda investimentos contínuos em campanhas de conscientização e na capacitação dos profissionais que lidam com casos de estupros e violência de gênero.