Estudo global mostra que 60% das empresas no mundo estão investindo em IA
Apesar do investimento em IA, as empresas enfrentam desafios como falta de talentos, inflação e restrições orçamentárias
- Publicado: 20/01/2026
- Alterado: 31/03/2025
- Autor: Redação
- Fonte: Farol Santander São Paulo
Empresas em todo o mundo estão investindo de forma acelerada em inteligência artificial (IA) para enfrentar os impactos da inflação e a instabilidade comercial em Supply Chain (Cadeias de suprimentos), que é um conjunto de atividades, recursos e tecnologias envolvidos na produção e distribuição de um produto ou serviço.
No entanto, uma lacuna crescente entre ambição e execução coloca em risco o retorno desses investimentos, segundo o relatório anual “State of Supply Chain 2025: Balancing Inflation, Investment & Innovation”, produzido pela RELEX Solutions.
O estudo, que ouviu mais de 500 profissionais de Supply Chain nos setores de varejo, bens de consumo e atacado em sete países: Austrália, Brasil, França, Alemanha, Nova Zelândia, Reino Unido e Estado Unidos.
Resultado geral
- 60% das empresas estão priorizando investimentos em Inteligência Artificial e automação;
- 44% enfrentam dificuldades para contratar talentos especializados para implementar essas tecnologias;
- 43% lidam com restrições orçamentárias;
- 39% apontam a qualidade dos dados como um entrave para avançar.
Impactos econômicos
Com a inflação pressionando margens e comportamento de consumo, as organizações estão adotando novas abordagens para manter a competitividade e responder às novas exigências do mercado:
- 31% dos varejistas estão otimizando operações e ajustando preços;
- 59% ampliam seus portfólios de marcas próprias;
- 70% dos fabricantes de alimentos e bebidas intensificaram os descontos;
- 40% lançaram produtos com faixas de preço mais acessíveis.
Prioridades tecnológicas
Essas mudanças refletem uma estratégia mais ágil e centrada na relação com o consumidor final, ao mesmo tempo, em que impulsionam a busca por maior eficiência operacional. Prioridades tecnológicas e barreiras globais Entre as tecnologias emergentes prioritárias, destacam-se:
- IA Generativa (59%)
- IA Preditiva (43%)
- Soluções Nativas na Nuvem (34%)
Investimento
Mesmo com a crescente pressão por transformação digital, a maioria das empresas está alocando apenas entre 5% e 20% de seus orçamentos de tecnologia em soluções baseadas em IA — o que reforça o desafio de equilíbrio entre investimento e retorno. “Os líderes de cadeias de suprimentos de hoje enfrentam um desafio duplo – precisam inovar por meio da tecnologia enquanto se adaptam às pressões econômicas”, afirmou Dr. Madhav Durbha, Vice-presidente do Grupo de Estratégia para a Indústria de Manufatura na RELEX Solutions.
“A lacuna entre o potencial da IA e sua implementação prática representa tanto o maior risco quanto a maior oportunidade na transformação das cadeias de suprimentos atualmente.” Destaques do Brasil Os dados regionais mostram que o Brasil tem um perfil distinto e ambicioso, com forte direcionamento para canais digitais e eficiência operacional:
- 75% das organizações brasileiras ouvidas pela pesquisa priorizam canais de e-commerce e vendas online;
- 65% estão focadas em atualizações de sistemas corporativos;
- 57% priorizam decisões baseadas em dados e análises;
- 65% planejam investir em IoT e sensores inteligentes;
- 57% vão apostar em soluções nativas na nuvem;
- 68% destacam a eficiência das operações em loja como essencial para gestão de estoque e demanda;
- 62% aumentaram estoques de segurança como resposta a riscos logísticos;
- 100% dos fabricantes de bens de consumo aumentaram os descontos promocionais para enfrentar a concorrência das marcas próprias;
- 55% veem a volatilidade da demanda como principal desafio;
- 48% apontam a fragmentação de sistemas e processos como obstáculo para melhorar eficiência e precisão no Supply Chain.
Sobre o estudo
O relatório “State of Supply Chain 2025: Balancing Inflation, Investment & Innovation” foi conduzido pela Researchscape em janeiro de 2025 e contou com 519 entrevistados dos setores de varejo, bens de consumo e atacado em sete países. A pesquisa oferece uma visão abrangente sobre as prioridades de investimento, desafios operacionais e estratégias de transformação do Supply Chain para os próximos anos.