Estudantes tentam barrar câmeras na Faculdade de Direito da USP

Estudantes da Faculdade de Direito da USP realizaram um ato contra o projeto de instalação de sistema de monitoramento por câmeras na unidadade que fica no Largo São Francisco

Crédito:

Cerca de 50 alunos se reuniram com faixas e tambores para pressionar a Congregação, instância máxima da faculdade, a decidir pelo adiamento da definição sobre o tema. Estudantes temem que as câmeras sejam usadas como mecanismos de perseguição de alunos e iniba atividades políticas dentro da unidade. Ainda argumentam que não houve um debate suficiente sobre o assunto com participação mais ampla da comunidade acadêmica.

De acordo com a estudante Erica Meireles, de 24 anos, não há informações sobre os tipos de delitos cometidos na unidade que pudessem legitimar a colocação dos equipamentos. “A gente não acredita na eficiência das câmeras, outras medidas como armários reforçados e melhor iluminação seriam mais efetivas”, diz ela, que representa os alunos na Congregação e é membro do Centro Acadêmico XXI de Agosto. “A convicção dos alunos, coletivos e grupos de extensão é que as câmeras vão atuar mais no distanciamento dos princípios de liberdade e democracia que caracterizam a Faculdade de Direito”, completa.

A reunião da Congregação começou por volta de 14h40 e há a expectativa de que a instalação do sistema possa ser definida nesta quinta. A colocação de câmeras na Faculdade de Direito já foi discutida em pelo menos três oportunidades nos últimos 15 anos, mas a ideia acabou sendo abandonada.

Em novembro do ano passado, entretanto, o projeto voltou a ganhar força. O diretor da unidade, José Rogério Cruz e Tucci, disse à reportagem em maio deste ano que a instalação era uma forma de garantir a segurança do patrimônio e a integridade das pessoas.

O plano preliminar prevê equipamentos em locais de circulação e em pontos como bibliotecas e entradas.

  • Publicado: 29/01/2026
  • Alterado: 29/01/2026
  • Autor: 25/06/2015
  • Fonte: FERVER